Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
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Líder do sindicato dos servidores da Suframa descarta fim de greve

Por determinação da Justiça Federal, nesta semana foi autorizada a liberação via Sefaz de mais da metade das 950 unidades de cargas paralisadas pela greve



1.png Sindicalistas nega que o comércio de Manaus está desabastecido e alegam que a arrecadação da Suframa é suficiente para a reestruturação salarial
09/07/2015 às 17:03

O Presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindiframa), Anderson Belchior, afirmou na tarde desta quinta-feira (09) que a categoria descarta a paralisação da greve da Suframa, que ocorre há 47 dias.

“A greve continua, nós não iremos paralisar a greve por conta da Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda). Primeiro, porque essa é uma das muitas atribuições que a Suframa tem. Nós trabalhamos com várias outras coisas, com cadastro e recadastro, com distritos agropecuários, trabalhamos com incentivos para indústrias, projetos industriais, então esse é só um dos braços da Suframa” afirma Anderson.

Por decisão da Justiça Federal, uma força-tarefa autorizou a liberação, por meio da Sefaz, de mais da metade das 950 unidades de carga (contêineres e carretas) que estavam paralisadas por conta da greve.

Anderson Belchior nega qualquer tipo de caos na indústria por conta da greve. “Na verdade, não foi liberada (a autação da Sefaz na autarquia) pelo caos que o governo falou que existia. Isso não existe. Eles estão tentando mascarar essa crise econômica, o que é uma pena. O Sindicato das Transportadoras informavam que chegava cerca de 250 carretas em Manaus, no auge da produção e hoje não chega nem a metade”, afirmou.

O sindicalista reforçou ainda o enfraquecimento comercial causado pela crise econômica.

“Nosso estado é 90% industrial, com a crise econômica nacional não estamos produzindo porque não tem ninguém comprando”, afirma o presidente do Sindiframa. “Mas a Suframa vinha fazendo o seu trabalho, o caos não estava instalado tanto que não mudou nada e a gente continua trabalhando do mesmo jeito e os transportadores continuam reclamando” complementou.

Greve

A paralisação teve início no último dia 21 de maio, sendo a reestruturação salarial a principal reivindicação dos servidores. Foram mantidas apenas as atividades indispensáveis para a sociedade, como a liberação de medicamentos e alimentos.

Durante esse período, o Estado afirma que deixou de arrecadar aos cofres públicos cerca de R$ 150 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), agravando a queda na receita por conta da crise econômica pela qual passa o País.

Sobre as reivindicações dos servidores, o presidente da Sindiframa afirma que aguardam uma posição do Governo.

“Nós conversamos ontem (08) Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Armando Monteiro), e ele falou que iria passar as nossas reivindicações ao Ministro do Planejamento (Nelson Barbosa) e o Ministro da Fazenda (Joaquim Levy), e a gente está esperando uma posição do Governo”, disse o sindicalista.


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