Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
GRANDE APOSTA

Gol deve dar ênfase na abertura de voos para trechos no interior dos estados

Ideia é regionalizar malha viária brasileira. Anúncio de metas e estratégias foi feito durante a 8ª edição do Workshop de Imprensa - Bastidores da aviação, nesta quarta-feira (6), em São Paulo



manutencao-checkc_9D446ED3-05D6-4FE7-883F-AFC949357777.jpg Foto: Divulgação
07/11/2019 às 19:58

Com 60 destinos nacionais e 16 internacionais, a malha aérea da Gol disponibilizará como grande aposta, até o fim deste ano, o trecho até Lima no Peru. Entre as metas apresentadas pela empresa durante o 8º Workshop de Imprensa - Bastidores da aviação, a companhia ressaltou a abertura de mais trechos regionalizados com foco em cidades do interior com demandas significativas.

A 8ª edição do Workshop foi realizada na quarta-feira (6), no escritório da companhia, situado ao lado do aeroporto de Congonhas na capital paulista. Na ocasião, o presidente Paulo Kakinoff, além de chefes e diretores de departamentos estratégicos da empresa aérea apresentaram as futuras estratégias e, ainda, um balanço das atividades de mercado.



O diretor de planejamento de malha aérea da Gol, Rafael Araújo, apresentou em um gráfico as altas temporadas de vôo e o comportamento dos clientes brasileiros. Destacaram-se os meses de dezembro, janeiro, julho, outubro e novembro como de maior preferência para viagens.

 "É todo um estudo antes de abrir um novo trecho. E isso é pensado no mínimo com 300 dias antes de abrir a venda de passagem pelo site", informou Araújo. 

Para esse setor, Ricardo ressaltou que a meta é abrir mais trechos. "Para se ter uma ideia, o vôo da Gol para Miami, foi pensado desde 2014. Para atender as demandas a Gol atua com três sistemas de frota: o hub-and-spoke, ponto a ponto e shuttle", explicou o diretor. 

Negócios

O mercado aéreo exige constantes mudanças e os passageiros possuem novas necessidades. Paulo Kakinoff, presidente da Gol Linhas Áreas, divide os clientes da empresa em dois grupos distintos: os que voam por lazer - equivalente a 73% dos 33,5 milhões de tickets vendidos em 2018 - e os clientes que viajam por negócios ou assuntos relacionados a trabalho - o que representa os 27% restantes. 

"A inteligência da Gol conseguiu agradar esses dois clientes oferecendo a mesmas possibilidades de vantagens, como internet, serviço de bordo e programa de fidelidade para os dois públicos. É entender que quem viaja a lazer prefere pesquisar unicamente com base nos preços. Por outro lado, aquele que viaja a negócios leva em consideração critérios como a malha viária, pontualidade, conveniência e programa de relacionamento", explicou Kakinoff. 

A passagem, ou tarifa aérea em termos mercadológicos, foi outro ponto destacado por Kakinoff. No Brasil, segundo o presidente da Gol, essa tarifa é resultado obtido por meio do cálculo Cask - Custo por Assento Quilômetro Voado -. "Na Gol, sem levar em consideração os tributos, o cask é de $ 5,67 por passageiro. Esse total engloba $ 2,47 fixos, $ 1,47 de variáveis e $ 2,16 de combustível", pontuou o CEO.

Viajar no Brasil requer planejamento, com excessões para as viagens feitas em caso de urgência. Ao tratar sobre a aquisição de passagens, Kakinoff exemplificou casos em que os clientes compram passagens com 330 dias de antecedência, por isso garantem um preço mais em conta em relação àqueles passageiros que compram os bilhetes um mês antes da data de vôo. 

"O cliente que viaja por lazer paga uma tarifa média de R$ 239, por que há um planejamento prévio. Já o viajante a negócios gasta com tarifa em torno de R$ 533. Esses valores são para um vôo de no máximo uma hora e quarenta minutos. No ano de 2018 tivemos uma média de 250 mil vôos e uma receita bruta de R$ 11,4 bilhões, isto significa, que em média tivemos 134 clientes por vôo", exemplificou Kakinoff. 

Segurança

Outro ponto apresentado aos jornalistas foram as questões de segurança das aeronaves e dos vôos. A frente deste departamento está Danilo Andrade, diretor de Segurança da Gol Linhas Aéreas. Questionado se todo o aparato tecnológico das aeronaves atrapalhava o desempenho do comandante, Danilo, categoricamente negou tal fato.

A pergunta faz referência ao Boing 737 Max 8 adquirido pela Gol. A aeronave desse modelo caiu por duas vezes. A primeira queda foi no dia 28 de outubro de 2018  na Indonésia. A segunda fatalidade com a aeronave foi na Etiópia no dia 10 de março deste ano. Nas duas ocasiões não houve sobreviventes, somados as duas tragégidas, 346 pessoas morreram. A Gol suspendeu os vôos desta aeronave desde então.

"Toda essa tecnologia está disponível justamente para auxiliar o comandante da aeronave. O Max 8 tem uma tecnologia de ponta. E nós temos um bom relacionamento com a fabricante. Estamos ansiosos para colocar o Max 8 no ar. Só está parado por questões burocráticas em torno da questão. Tão logo os nossos passageiros terão o prazer de voar neles", ponderou Ricardo. 

Gol em números

Em números, a Gol Linhas Aéreas tem 19 anos de existência no mercado brasileiro. Já comercializou 450 milhões de bilhetes. Só no ano de 2018 foram 33,5 milhões de tickets vendidos. A Gol possui 137 aeronaves, sendo 23 boings do tipo 737 - 700; 107 boings 737 - 800; e oito boings 737 MAX 8, uma das mais modernas, em se tratar de tecnologia, aeronaves do mundo. E no total a empresa conta com 16 mil colaboradores.

*O repórter viajou à convite da Gol Linhas Aéreas


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