Sábado, 19 de Setembro de 2020
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Lideranças do Estado prometem cobrar promessas da presidente reeleita Dilma Rousseff

No setor da indústria e do comércio, a expectativa é que a política econômica do segundo mandato de Dilma mude



1.jpg Lideranças da Indústria e do comércio amazonense acreditam que a presidente reeleita entendeu o recado das urnas
28/10/2014 às 10:44

A reeleição da presidente Dilma Rousseff no último domingo (26) pôs fim à espera do mercado financeiro pela definição quanto ao futuro político do País. Lideranças da indústria e do comércio local esperam mudanças na condução da economia do Brasil. De modo geral, o mercado reagiu mal ao desfecho das urnas.

Ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em baixa, e o dólar fechou acima dos R$ 2,50. O índice Ibovespa, principal indicador da Bolsa, apresentou queda de 2,77%. Ações de empresas como Petrobras tiveram forte queda de 12,33%.



Para Wilson Périco, presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Dilma deve realizar as reformas prometidas. “Ela tem que efetivar o que prometeu. Por enquanto, como não existe novidade, esse cenário se mantém até que ela programe as ações como: estrutura para atrair investimentos e reformas trabalhista e tributária para que os investidores possam colocar recursos no País”.

No setor da indústria e do comércio, a expectativa é que a política econômica do segundo mandato de Dilma mude. De acordo com José Roberto Tadros, presidente da Federação do Comércio do Amazonas (Fecomércio-AM), a expectativa é que haja uma reforma não apenas econômica, mas trabalhista e tributária.

“Esperamos que a presidente repense o atual modelo de gestão para que tenhamos uma economia moderna ao estilo do mundo desenvolvido, afinal, somos a sétima maior economia do mundo”. O excesso de regulamentação, que tira a criatividade do empresário e desestimula o crescimento, é outro ítem que deve ser repensado. “O Estado é muito regulamentado e nós ficamos amarrados. Precisamos de uma nova política econômica sem intervencionismo estatal, que compromete o crescimento das empresas e do País”, avalia.

Para Nelson Azevedo, diretor da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), o recado foi dado nas manifestações de junho de 2013 e nas urnas, e o Governo deve entender que os brasileiros estão insatisfeitos.

“Domingo, a presidente fez um discurso no qual mostrou que iria governar para todos os brasileiros e a gente espera que realmente ela cumpra isso”. No caso da Zona Franca, Azevedo acredita que “o Governo tem sido simpático com a ZFM e esperamos que continue dando o apoio necessário”, disse.


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