Publicidade
Cotidiano
TEMA DO DIA

ZFM cria mil novos empregos em agosto, mas lideranças comemoram com cautela

O aumento na oferta de empregos ainda não representa a recuperação esperada para o setor, segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo 24/09/2016 às 13:01
Show 1139539
Setor eletroeletrônico foi o que apresentou melhor desempenho na geração de empregos na indústria local em agosto. Resultado foi melhor que o esperado pelas lideranças empresariais. (Aguilar Abecassis)
Geraldo Farias Manaus (AM)

Apesar do cenário difícil na economia nacional, em agosto, a indústria amazonense gerou 1.188  novos empregos, ampliando o saldo positivo apresentado no mês anterior, quando a diferença entre admitidos e demitidos foi de 273. Os dados são do Ministério do Trabalho, que divulgou ontem, o relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

O aumento na oferta de empregos ainda não representa a recuperação esperada para o setor, segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo. Azevedo afirma que o resultado de agosto ainda está muito aquém, mas ao menos “paramos de piorar”.

Os setores da industria com maior produção de empregos foram o de eletrônicos, com 730; a indústria mecânica, com 361 novos postos; e a indústria gráfica, com 174 novos empregos.   
Nelson Azevedo credita a melhora na indústria em agosto, à definição política com a definição do afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) e efetivação de Michel Temer (PMDB) na função. 

“A gente sempre diz o seguinte: a partir do momento que houve a decisão do afastamento, haveria uma mudança na economia, mas a gente sabia que seria difícil. Pelo menos começou a parar de piorar”, analisou. Segundo Azevedo, o resultado ainda é muito aquém, pois, para ele, só haverá real crescimento quando o setor recuperar os números do ano passado na oferta de empregos, quando a indústria empregava 102 mil postos, bem mais que os atuais 89 mil. 

“Ainda não podemos esperar muita coisa nesse ano, porque a crise está muito intensa, mas a gente tem esperança que até o final do ano possamos ter algo mais positivo. Eu considero crescimento a partir do momento que alcançarmos aquilo que a gente era. No momento, estamos muito aquém”, concluiu.

Surpresa

O economista e diretor da assessoria econômica da presidência da Fieam, Gilmar Freitas, indicou que o aumento de 1.188 empregos na industria é uma surpresa, pois a expectativa para o mês era uma redução. “Esse resultado é uma surpresa para a classe empresarial. Nós até estávamos apreensivos para uma queda maior na geração de empregos. Isso pode estar demonstrando uma melhora, mas ainda longe para sair da crise”, frisou. 

Freitas também acredita que o momento nebuloso na política ainda se reflete negativamente no setor, mas a previsão é de mudança de rumos e perspectiva de resultados favoráveis até o final do ano. “Enquanto perdurar a crise política , enquanto perdurar o problema, o empresariado fica com o pé atrás. Os empreendimentos só são realizados com uma regularidade política e a tendência é melhorar. Nós precisamos de mais um mês para demonstrar realmente se há uma reação se concretizando”, encerrou. 

Comércio e serviços em queda

Os setores de  comércio e serviços apresentaram queda na geração de empregos em agosto, segundo o relatório do Caged. No comércio, a perda foi de 119 vagas, e nos serviços, de 290. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-M), Ralph Assayag, afirma que esperava um aumento, pois em julho o resultado foi positivo. 

“Nós tivemos um resultado positivo, quando tivemos a inauguração de um shopping no Centro, por isso, esperávamos que o resultado de agosto também fosse positivo”, disse. Mesmo com o resultado, Ralph aponta que as festividades de final de ano, como Dia das Crianças e Natal, além de inaugurações de novos bares e restaurantes leve a um resultado de equilíbrio ou de aumento na oferta de empregos até dezembro.

Blog

Frank Souza
Presidente do Sinduscom-AM

A área  da construção civil no Amazonas apresentou queda de 171 vagas de empregos, no mês de agosto.  O presidente do Sindicato da Industria da Construção Civil no Amazonas (Sinduscom/AM), Frank Souza, espera maiores investimentos no setor após as eleições municipais para a recuperação dos empregos no Estado.

“Não se vê crescimento para o setor nesse momento. A expectativa ainda é lenta. Após passar essas eleições, dos prefeitos esperamos novos investimentos”, explicou o dirigente.

Publicidade
Publicidade