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Cotidiano
FIM

Líderes de rebelião em delegacia de Tapauá são trazidos para Manaus

Policiais que saíram da capital para o município conseguiram controlar a situação após três horas; refém foi liberado com segurança 29/11/2017 às 19:03
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Coronel David Brandão fez resumo da atuação dos PMs (Foto: Gilson Mello)
Danilo Alves Manaus

Quatro detentos identificados como os ‘líderes’ da rebelião que durou mais de três horas no 64º Distrito Integrado de Polícia (DIP) cidade de Tapauá (a 449 quilômetros de Manaus), foram trazidos para Manaus, na tarde desta quarta-feira. Horas antes, a delegacia amanheceu sem nenhum servidor da Polícia Civil (PC) de serviço, uma vez que o responsável pelo DIP, o aspirante oficial da Polícia Militar Lourenço, havia sido preso na operação Tapauara, suspeito de desvio de verba pública.

Sem delegado, sem escrivão e sem investigadores, por volta das 12h, os presos se rebelaram e fizeram o guarda municipal Daniel Batalha de refém. 

Conforme informações do comandante geral da PM David Brandão, o guarda  entrou sozinho para entregar as marmitas com o almoço dos presos. Estes aproveitaram a oportunidade, o renderam, tomaram as chaves do distrito e tomaram posse das armas.

“Uma delas é uma metralhadora modelo modelo Famae, sem munição. Eles também estavam armados com facas e facões”, disse. 

Durante a rebelição, os detentos ameaçavam matar o refém e exigiam a presença da imprensa e de um representante dos direitos humanos. Os rebelados exibiam armas como terçado, facas e até uma submetralhadora. Eles jogavam as marmitas com o almoço e gritavam dizendo que estavam sendo tratados como cachorro.

Moradores da cidade, familiares dos presos cercaram o local e chegaram a informar que ouviram barulho de tiros, mas de acordo com informações da Polícia Civil, as armas estão sem munição.

Uma tropa do Pelotão de Choque da Polícia Militar foi enviada ao local  com 12 PM’s, além de um delegado da Polícia Civil. Segundo o delegado geral Mariolino Brito, por volta das 16h, após negociação com servidores locais, antes da tropa chegar os rebelados se renderam e liberaram o guarda municipal.

 “A Polícia Civil agora quer analisar os problemas da população carcerária e enviar o relatório à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap)”, contou. 

Conforme a PM, 16 presos de justiça que ficam detidos no DIP, entre provisórios e outros já condenados.

 Os ‘lideres’ foram identificados como Leandro Monteiro dos Santos, 24, Eric Santana de Castro, 20, Adiel Barros Amâncio, 26, Anderson Miranda da Silva, 27.  

“Eles devem responder pelos crimes de cárcerie privado, roubo e posse ilegal de arma de fogo de uso não permitido”, concluiu Mariolino Brito. 

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