Sábado, 20 de Julho de 2019
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Limites para reprodução de fertilização in vitro são elogiados

Especialista afirma que novas regras estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina vêm para organizar essa área



1.jpg Não há estatísticas sobre o número de reproduções assistidas no Amazonas, mas um dado do IBGE aponta que 15% de 56 mil casais no Estado precisam da técnica
15/05/2013 às 10:58

Há mais de 30 anos sendo realizada no Amazonas, não houve ainda nenhum caso de reprodução assistida em mulheres com idade acima de 50 anos. Mesmo assim, as normas publicadas na semana passada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), limitando essa idade para mulheres serem submetidas a esse procedimento, foram elogiadas pelo médico obstetra Lourivaldo Rodrigues de Souza. Delegado da Sociedade de Reprodução Humana do Brasil no Amazonas desde o ano de 1983, o médico disse que fazer esse tipo de procedimento em mulher com idade acima dessa idade estabelecida pelo conselho federal coloca em risco tanto a vida da mãe quanto do bebê.

Ao contabilizar o atendimento de cerca de 2,5 mil casais que buscaram tratamento para conseguir a reprodução na clínica, Lourivaldo disse que as novas normas publicadas pelo CFM para reprodução assistida na resolução  2.013/13, são amplas e necessárias por limitarem não só a idade da paciente candidata à gestação de reprodução assistida, mas também a idade de 35 anos para a mulher doadora dos óvulos e de 50 anos para o doador de espermatozóides. “Foi uma medida em defesa da vida diante de muitos que querem ser irresponsáveis nessa área”, afirma obstetra.

Casais homoafetivos, como o formado recentemente por Daniela Mercury, têm direito a reprodução assistida, diz CFM

A Associação Brasileira de Reprodução Assistida, cujos membros  participaram da elaboração da norma do CFM informa que a regra foi adotada para que se respeite a fisiologia da mulher, mas pode haver exceções. Se pessoa com mais de 50 anos se achar capaz de reproduzir pode fazer uma petição ao Conselho Regional de Medicina (CRM), que vai estudar a condição da mulher que deseja fazer o tratamento. Se houver aprovação do CRM, o médico da paciente poderá fazer a fertilização sem risco de ser punido.

Europa

Pioneiro nesse tipo de terapia no Estado desde a década de 80 do século passado, Lourivaldo lembra que na Europa, a idade da paciente já era limitada para fazer esse tipo de procedimento.  “A reprodução assistida é feita com a manipulação dos gametas da mulher e do marido”, explica o médico, revelando que a mulher é levada a produzir mais óvulos que são capturados, fertilizados em laboratório e depois depositados no útero dela. “É a mesma técnica usada nos Estados Unidos, Japão e Europa”, afirma o obstetra, dizendo que em média, 40% das iniciativas têm resultado positivo, incidência que aumenta quanto menor for  a idade da paciente. Por exemplo, uma mulher de 30 anos tem mais chances de engravidar do que uma de 40.

Ao finalizar, Lourivaldo afirma a importância de disciplinar essa questão porque, mesmo sendo conhecido o risco de vida elevado tanto para a mãe quanto para o bebê, alguns profissionais, ignorando quaisquer princípios éticos, buscam simplesmente destaque na mídia quando se propõem a realizá-lo fora dos padrões.

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