Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
SEGURANÇA

Lista dos mais procurados do Ministério da Justiça não tem nomes do AM

Segundo o ministro, a prisão dos 26 criminosos que integram a relação é estratégica para o combate ao crime organizado não só Brasil, como na América do Sul



procurados_7B55F1BB-373B-4C29-8BA7-E28D789C1F2F.JPG Foto: Reprodução
30/01/2020 às 19:46

O ministro da Justiça, Sergio Moro, lançou nesta quinta-feira (30) uma lista com nomes, imagens e dados dos criminosos mais procurados do Brasil, disponibilizada em uma plataforma online. A lista, que conta com 26 nomes, chamou atenção por um detalhe: nenhum dos procurados é do Amazonas.

Segundo o ministro, a prisão desses criminosos é estratégica para o combate ao crime organizado não só Brasil, como na América do Sul. Apesar de estar na rota do tráfico internacional de drogas, nenhum nome do Amazonas figura na lista



A lista do Ministério da Justiça traz nomes com atuação em estados da região Norte, sem especificar, no entanto, em quais estados os criminosos atuam. Uma explicação para isso é que o projeto não leva em consideração os criminosos com atuação local e crimes que não possuam vínculo com organizações criminosas.

Há entre os criminosos, um foragido que participou do roubo do Banco Central em Fortaleza, ocorrido em 2005, um participante do roubo dos 760 quilos de ouro do Aeroporto de Cumbica, investigados por tráfico de drogas e outros delitos.

Segundo Moro, a lista de procurados foi feita com base em informações obtidas com as áreas de segurança estaduais e a partir de 11 critérios objetivos, como posição de liderança em organização criminosa, capacidade financeira para investir em atividades criminosas, atuação interestadual e internacional, entre outras.

Moro afirmou que fazer listas de criminosos é uma prática comum no exterior, mas nunca foi no Brasil. Ele disse que avaliou como pertinente essa iniciativa que contempla criminosos com mandados de prisão expedidos pelas justiças federal e estaduais, em casos de condenação ou de prisões temporárias.

Não haverá recompensa para quem ajudar com informações que levem à prisão dessas pessoas. A lista, segundo o ministério, será atualizada mensalmente.

Os indivíduos da lista de procurados são perigosos e de alto risco. O ministério recomenda que colaborações sejam feitas pelo disque-denúncia (190) e que se espere pelas forças policiais para efetuarem as prisões.


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