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Literatura fantástica vai representar o Amazonas em SP

Selo Lendaris, único representante do Amazonas confirmado até agora na Bienal de São Paulo, lança campanha para levar três obras inéditas ao evento 05/03/2016 às 10:39
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Os livros alvos da campanha são: “A Rainha de Maio”, de Jan Santos; “Quase o Fim”, de Leila Plácido; e o primeiro livro da série “Minhas Conversas com o Diabo”, assinado por Mário Bentes
Rosiel Mendonça ---

Até o dia 30 de abril, leitores de todo o Brasil poderão contribuir com quantias de R$ 10 a R$ 400 na campanha virtual que pretende lançar três novas obras amazonenses na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A iniciativa é do selo Lendari, o único representante do Amazonas confirmado até agora no evento, que acontece entre agosto e setembro.

As obras em questão são “A Rainha de Maio”, de Jan Santos, “Quase o fim”, de Leila Plácido, e o primeiro livro da série “Minhas conversas com o diabo”, assinado pelo criador do selo, Mário Bentes.

“Os livros estão prontos,  com toda a parte pré-editorial, design de capas, editoração e revisão assegurados, restando apenas garantir a tiragem impressa”, explica Bentes, que assinou contrato com a Bienal para ocupar um estande no espaço dedicado a editoras independentes.

Com esse objetivo, o selo lançou nesta semana uma campanha de financiamento coletivo que tem como meta alcançar R$ 12 mil em doações, que serão recompensadas de diversas formas, conforme o valor da contribuição: de agradecimentos aos colaboradores ao recebimento de exemplares dos livros.

“Criamos recompensas variadas, para que um maior número de pessoas possa colaborar dentro das suas possibilidades e ainda ter um retorno justo. No fim, ganham todos: os autores, que têm seus livros lançados, e os colaboradores, que têm acesso aos novos títulos e ficam marcados como promotores da literatura amazonense”, afirma Mário Bentes. As contribuições podem ser feitas neste site.

Estratégia

Criado em 2014 (após uma edição da Bienal de São Paulo), o selo Lendari se dedica aos gêneros de literatura fantástica, realismo mágico e ficção científica, com destaque para obras de autores iniciantes ou que nunca publicaram.

Dos três autores que podem ter seus livros lançados na capital paulista, apenas Leila Plácido faz sua estreia na literatura. Jan Santos já lançou a obra independente “Evangeline: relatos de um mundo sem luz” (2014), enquanto Bentes é autor de “A terra por onde caminho” (2012) e coautor de sete antologias literárias.

A estratégia do selo editorial em escolher o financiamento coletivo é similar ao feito com seu primeiro título, “Quando a selva sussurra: contos amazônicos”, lançado no fim de 2015, quando foi lançada campanha focada na pré-venda da obra. 

“O financiamento coletivo é importante porque engaja fãs e admiradores do trabalho que é alvo da campanha e o artista une forças com o próprio público para realizá-lo”, afirma Bentes, que comemorou a venda de todos os exemplares de “Quando a selva sussurra” ainda no lançamento.

“Essa experiência foi um termômetro importante. Tivemos vendas quase no País inteiro, e os comentários e e-mails que recebemos mostraram que as pessoas têm interesse pela literatura da região amazônica e pelo misticismo que envolve as lendas daqui. Então foi um projeto acertado para dar início à Lendari”.

Obra será relançada

Uma pequena parte dos recursos da atual campanha de financiamento será utilizada para pagamento das taxas da plataforma Kickante e despesas operacionais referentes às recompensas, como envio dos livros pelos Correios. Já a maior parte da verba levantada será utilizada para arcar com a tiragem que pode variar entre 200 e 300 exemplares de cada livro. 

“O valor de R$ 12 mil pode parecer elevado, mas é bem baixo se levarmos em conta que estamos falando de um projeto conjunto de três livros. Cada um terá uma tiragem pequena, específica para o lançamento no evento, e também para pagamento de recompensas”, diz Bentes.

Além dos três novos títulos, a Lendari pretende relançar durante a Bienal a terceira tiragem da antologia “Quando a selva sussurra: contos amazônicos”. Reunindo textos inéditos de 15 autores (sendo 13 residentes em Manaus e outros dois em São Paulo), a obra traz releituras de tradicionais lendas da região amazônica em uma perspectiva inovadora, rejuvenescida e cativante. Em breve, a obra também estará disponível em e-book nas principais lojas virtuais.

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