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Lojistas de Manaus estão ‘satisfeitos’ com vendas relativas ao dia dos pais

Venda relativa ao Dia dos Pais não atingiu a meta de 3,28%, mas não decepcionou, segundo eles 15/08/2013 às 09:37
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No último mês, a média da inadimplência local ficou em 3,2%, ainda abaixo da média nacional
Adan garantizado ---

As vendas de “Dia dos Pais” no comércio de Manaus não atingiram a meta de crescimento estabelecida pelos empresários locais antes da data comemorativa (3,28%). Mas, o aumento de 2,80% no volume de vendas em relação ao ano passado ficou longe de ser considerado “ruim” pelos representantes das entidades comerciais da cidade.

O adiantamento do 13º salário no funcionalismo público estadual e municipal (que colocou cerca de R$ 240 milhões para circular na cidade) é visto pelos comerciantes como o principal “motor” do aumento das vendas. Vale lembrar também que o número de empresas privadas que adiantamento parte do 13º em julho, aumentou em cerca de 15%, o que também reforçou o “caixa” do consumidor.

O adiantamento do 13º salário, também contribuiu para a manutenção dos índices de inadimplência. A Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM), estima que os consumidores utilizaram cerca de 40% da antecipação do 13º para pagar dívidas. No último mês, a média da inadimplência local ficou em 3,2%, ainda abaixo da média nacional, que é de 5,8% e que ainda apresenta índices ruins, como o aumento no número de cheques sem fundo (ver matéria vinculada).

Na visão do presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, o resultado obtido no dia dos pais foi um dos melhores dos últimos anos. Apesar de ter considerado o primeiro semestre ruim, ele acredita que as coisas serão mais positivas neste segundo semestre. “No primeiro semestre, nós fomos prejudicados por chuvas e manifestações que fecharam o Centro e parte dos shoppings da cidade. Além disto, um cenário de incerteza se criou por conta de alguns fatores econômicos, como as altas da inflação, do dólar, dos planos de saúde e da substituição tributária. Quando retiraram o incentivo do ICMS da cesta básica no começo do ano, as coisas complicaram para o comércio. Mas o segundo semestre deve ser de superação. Estamos sentindo esta visão positiva por parte dos empresários”, disse Bicharra, que ontem à noite participaria de uma reunião com comerciantes na ACA, para avaliar os números do dia dos pais e projetar as próximas datas comemorativas.

Ralph Assayag, da CDLM, preferiu ser mais contido em relação ao dia dos pais. Mas também projeta um semestre melhor para o setor. “Em 2011, crescemos 5%, no ano passado foi 2,90%. Apesar de termos diminuído o ritmo levemente no dia dos pais 2013, houve um aumento no volume de vendas. E para conseguir isso é muito trabalho. O dia dos pais ajudou a superar os resultados ruins”, analisou.

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Ralph Assayag presidente da Câmara dos dirigentes lojistas (CDLM) Esperamos que o segundo semestre seja muito bom para o comércio. Isto só não vai acontecer se acontecer algo muito drástico. E tenho visto algo com muita preocupação: O aumento dos combustíveis. O Governo anunciou que estuda esta possibilidade e ela é péssima para todos nós. Com a gasolina aumentando, por exemplo, o consumidor vai tirar este “acréscimo” de algum lugar, e consequentemente deixa de comprar algo. Se for no diesel então, pior ainda, pois o frete aumenta e as mercadorias também. Espero que haja racionalidade na hora de se estudar este aumento. Mas também esperamos que muito dinheiro entre no comércio local, principalmente o oriundo das diversas obras previstas para acontecerem na cidade. Em relação à inadimplência, ainda estamos um pouco acima do esperado. Mas não é nada que seja capaz nem de “ligar o sinal amarelo”. As coisas estão sob controle e o lojista tem um amparo muito grande por parte dos sistemas de proteção ao crédito que trabalhamos aqui.

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