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Cotidiano
EDUCAÇÃO

Luiz Castro e secretários executivos da Seduc são sabatinados por deputados na ALE-AM

Titular da pasta disse que irá denunciar ao Ministério Público de Contas os processos de serviços feitos pela gestão passada que estavam sem contratos e totalizam R$ 190 milhões 14/03/2019 às 20:34 - Atualizado em 14/03/2019 às 20:34
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Foto: Divulgação
Suelen Gonçalves Manaus (AM)

O secretário da Educação do Amazonas, Luiz Castro, foi sabatinado, nesta quinta-feira (14), em uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM). Os deputados pediram esclarecimentos sobre os contratos firmados sem licitação pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Castro levou seus secretários executivos para explicar as ações tomadas pela secretaria nos 73 dias em que estão à frente da pasta.

Segundo o secretário executivo Luís Fabian, a atual gestão teve dificuldades em obter informações sobre a gestão passada e 244 processos de serviços estavam sem contratos, totalizando R$ 190 milhões.

As irregularidades, no entanto, ainda não foram denunciadas ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM). “Não há empenho desses processos. Como não há empenho, ainda não está computado como dívida”, disse o secretário executivo.

“Nós estamos reunindo todas as informações para fazer uma denúncia geral, que una todos os dados. Ainda não concluímos o levantamento de determinados contratos, mas todos esses processos estão sendo encaminhados para o Ministério Público de Contas. Algumas situações já são de conhecimento do TCE. Vamos reunir as demais e fazer uma única peça para não cometer injustiças”, afirmou Castro.

Divergências               

O deputado Wilker Barreto questionou o contrato reafirmado com uma empresa que ofereceu merenda escolar a R$ 2,60 por unidade na licitação e, depois da dispensa, a mesma empresa foi contratada com o serviço a mais de R$ 4.

“Para minha surpresa, toda a equipe da Seduc desconhece os números da própria Seduc. O secretário vem com discurso de demagogia. Quer fazer a coisa certa? Economiza o dinheiro do contribuinte. Veio o secretário de Saúde e não explicou nada, o da Fazenda não explicou nada. É uma decepção essa reunião”, reclamou.

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