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Cotidiano
MINISTRO

Lula será ministro da Casa Civil, diz líder do governo na Câmara

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), fez o anúncio na sua conta no microblog Twitter 16/03/2016 às 11:42
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Lula (Antônio Cruz/ABr)
REUTERS BRASÍLIA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será ministro da Casa Civil da presidente Dilma Rousseff, disse nesta quarta-feira (16) o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), no Twitter.  

A decisão de Lula substituir Jaques Wagner na Casa Civil ocorre em meio à forte deterioração política do governo e a uma escalada de denúncias contra Lula, que como ministro passará a ter foro privilegiado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e não poderá mais ser julgado pelo juiz federal Sérgio Moro, que comanda a Operação Lava Jato.

A Casa Civil já tinha sido apontada como a pasta mais adequada a Lula pelo peso que tem, dando a ele praticamente o status de um primeiro-ministro. No entanto, a parte administrativa, extremamente complexa, será um dos desafios do ex-presidente e agora Ministro, além das relações políticas.

Nesta terça-feira (15), Lula passou horas reunido com Dilma no Palácio do Planalto. Segundo fontes, ele queria entender qual seria sua colaboração para o governo e impor algumas condições para se tornar Ministro, como um reordenamento da economia brasileira e uma reaproximação com o PMDB, maior partido da base governista.

Ainda nesta terça-feira, o deputado federal pelo Amazonas Pauderney Avelino (DEM), líder do Democratas na Câmara, disse que a possibilidade do ex-presidente Lula assumir um ministério no governo Dilma Rousseff é um escárnio à população. “Isso é um tapa na cara da sociedade brasileira, que já demonstrou claramente que não quer mais o PT”, garantiu.

Além disso, Pauderney avalia que inserir Lula no governo é dar a ele o cargo de “primeiro-ministro”. “Quem governará, de fato, será ele”, ponderou. “Que já chega, inclusive, fazendo exigência de uma guinada à esquerda na economia”, criticou.

O ex-presidente prestou depoimento quando à Polícia Federal (PF) no último dia 4, quando foi deflagrada a 24ª fase da Operação Lava Jato, denominada "Aletheia", que apura pagamento de empreiteiras por palestras de Lula e repasse de construtoras ao Instituto Lula. Lula disse, inclusive, que ofensas da PF farão com que se candidate em 2018.

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