Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
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“Macaxeira” é condenado a 191 anos de prisão por chacina em cadeia

Por decisão do júri, Macaxeira foi condenado a 191 anos e vinte e dois dias pela chacina ocorrida no Compaj no ano de 2002



1.jpg Julgamento foi no Fórum Henoch Reis
05/04/2013 às 09:53

Com a maior condenação entre os acusados pela chacina ocorrida em maio de 2002, que marcou a história do Sistema Penitenciário do Amazonas, o Conselho decidiu pela condenação do presidiário Elmar Libório, o ‘Macaxeira’,a 191 anos e vinte e dois dias no regime fechado. ‘Macaxeira’ é o quarto réu do processo que teve os outros três acusados condenados entre 120 e 132 anos.

A sessão de julgamento aconteceu na noite dessa quinta-feira (4), no plenário do Tribunal do Júri, presidida pelo juiz da 2ª Vara, Anésio Pinheiro, e o promotor Ednaldo Moura. O julgamento complexo entrou pela noite e durou quase 20h, com discussões entre a defesa do réu e o promotor. A sessão terminou por volta das 4h30 desta sexta-feira (5).



Um dos pontos de divergência entre a defesa e o promotor foi a utilização da gravação do depoimento do presidiário Elgo Jobel Fernandes Guerreiro, assassinado em 2012, arrolado como testemunha no processo. Jobel Fernandes denunciou todo o esquema de ‘xerifado’ que na época comandava o regime do sistema fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no km 8 da BR-174 sob o conhecimento do diretor da unidade, o delegado de Polícia Civil, Antônio Chicre Neto.

Condenações

Em 2011, três detentos também foram condenados por participarem da chacina no presídio. Gelson Lima Carnaúba, apontado por uma das testemunhas do processo como o cabeça do grupo que liderava a rebelião, pegou 120 anos de prisão. Marcos Paulo da Cruz foi condenado com 132 anos e Francisco Álvaro Pereira com 120 anos.



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