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Mãe de bebê jogado no rio irá depor novamente na polícia

Cleudes Maria vai depor para explicar pontos divergentes com o de Josias Oliveira Alves, pai da criança. Os dois são suspeitos pelo sumiço do menino de 4 meses 03/09/2015 às 10:25
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No primeiro depoimento Cleudes confessou que mentiu ao dizer que nadou atè à margem do porto de São Raimundo e disse que foi Josias quem a deixou na margem
Joana Queiroz Manaus (AM)

A mãe do pequeno Pablo Pietro, de quatro meses, Cleudes Maria Batista, a “Cléo” vai ser ouvida pela segunda vez na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), pelos delegados Ivo Martins e Rodrigo Azevedo. Desta vez para esclarecer alguns pontos divergentes do depoimento dela com o do ex-companheiro Josias Oliveira Alves. A polícia está tentando descobrir qual foi o responsável pelo desaparecimento do menino.

“Nós ainda não temos como afirmar quem dos dois jogou Pablo Pietro no rio Negro, mas vamos chegar lá, estamos investigando”, declarou ontem o delegado Rodrigo.

Até quarta-feira (2), Josias ainda encontrava-se preso temporariamente e a ex-companheira em liberdade. Também nenhum deles havia sido indiciado no inquérito que investiga o desaparecimento de Pablo Pietro, por falta de provas. A polícia está praticamente convencida de que a criança está morta, porém ainda não há dados concretos para dizer se foi o pai ou a mãe quem o jogou no rio. Na acareação entre o casal ocorrida na semana passada, os pais acusavam um ao outro de ter jogado o bebê no rio. “Os dois afirmam que o bebê está no fundo do rio”, disse o delegado.

De acordo com o delegado Rodrigo a acareação não ajudou muito no esclarecimento do caso, porque o casal manteve o havia dito em seus interrogatórios. Porém ainda há muitos pontos divergentes que ainda precisam ser esclarecidos. Um deles é agressão que Josias sofreu no lado esquerdo do rosto. Ele diz que foi agredido por Cléo com um celular quando o casal discutia ainda no porto. Ela confessa a agressão e disse usou um remo quando estava só com ele no barco.

Perfis

Na quarta-feira (2), o delegado Ivo Martins foi a Manacapuru, cidade onde o casal residia, para cumprir algumas diligências e para tentar traçar o perfil de Cléo e Josias e ainda tentar achar provas que ajude na elucidação do caso.  O delegado Rodrigo disse que provavelmente não será feita a reconstituição do caso já que o casal mantém a mesma posição com pontos divergentes sobre o que ocorreu no dia que Pablo Pietro desapareceu.

Na acareação, Cleudes reconheceu que não pulou no rio como havia dito em seu primeiro depoimento formal. Ela confessou que foi Josias quem a deixou na margem do porto de São Raimundo. Fato que foi comprovado pelas câmeras de segurança do local. Para o delegado Ivo Martins, o fato de Cleudes ter mentido não quer dizer que o restante de seu depoimento também é falso. Outra informação nova foi de que Cleudes teria dito a Josias durante a briga que sua menstruação não havia descido.  Que, após dizer isso, Josias ficou furioso e a atacou.

Acareação

De acordo com o delegado da DEHS, Ivo Martins, na acareação Josias, errou diversas vezes o nome do pequeno Pablo Pietro. Em algumas vezes ele dizia Paulo ou Pedro. Segundo o titular da DEHS, Josias contou que não tinha certeza se realmente era o pai do menino, mas afirmou que pagava normalmente a pensão, semanalmente. Ele disse ainda que juntava dinheiro para realizar um exame de DNA para comprovar se realmente Pablo Pietro era filho dele.  O caso ocorreu na noite do dia 14 do mês passado no rio Negro em frente ao porto da balsa, no São Raimundo.

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