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Mãe terá que explicar à polícia como nadou 800 metros sem molhar os documentos e celular

Cleudes Maria acusa o ex-companheiro, Josias Alves, de ter jogado o filho dos dois, Pablo Pietro, de apenas quatro meses, nas águas do Rio Negro, durante uma briga, na sexta-feira (14) 21/08/2015 às 09:05
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Cleudes deu um depoimento demorado ontem na DEHS
Joana Queiroz Manaus (AM)

As investigações feitas pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) estão levando a polícia a crer que o caso do desaparecimento do bebê Pablo Pietro, de quatro meses, pode ter um rumo diferente do que o foi revelado pela mãe, Cleudes Maria Batista de Moraes, 22. É o que declarou ontem (20) o delegado geral da Polícia Civil, Orlando Amaral. “Pelo que o delegado Ivo Martins (titular da DEHS) está descobrindo o caso está ficando nebuloso”, disse Amaral.

O delegado geral disse que o crime provocou comoção no meio social. Embora ainda não haja nada concreto contra a mãe, mas pela forma como as coisas estão sendo direcionadas o sumiço do bebê e do pai poderá ter um rumo diferente. Até ontem, a polícia ainda não tinha encontrado o corpo da criança e nem localizado o pai, que está com prisão provisória decretada pela juíza do 1º Tribunal do Júri Mirza Telma de Oliveira.

 A  polícia ainda não tem  informações que apontem que  Josias esteja vivo ou morto.  O delegado Ivo ressaltou que instaurou inquérito para apurar o caso na última segunda-feira e que até ontem ouviu várias pessoas, entre familiares de Josias e testemunhas. Ele  preferiu não comentar  o teor  dos depoimentos   e nem os rumos das investigações.

Porém, alguns fatos estão “intrigando” a polícia e precisam ser explicado, na opinião do delegado, entre eles, como  Cleudes  conseguiu  preservar seus documentos secos e utilizando celular para entrar em contato com os familiares depois de ter caído na água e nadado por mais de 800 metros de distância,  e ainda o fato da canoa não ter sido localizada.

O caso ocorreu na noite da última sexta-feira. Conforme depoimento de Cleudes ao delegado do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Carlos César Rufino, ela teria ido ao porto para cobrar de Josias um dinheiro que seria destinado à criança.

Segundo o delegado, Cleudes contou que Josias a teria  enganado e tentado matá-la enforcada no meio do rio. Na ocasião, o bebê acordou e começou a chorar. Cleudes afirmou que nesse momento a criança foi arremessada no rio por Josias, enquanto ela conseguiu escapar. “Eu preciso acordar desse pesadelo. Senhor Deus, tenha misericórdia, faça justiça, meu Deus. Eu sei que para você nada é impossível”, disse Cleudes em postagem numa rede social.  Ontem ela não demonstrou tristeza na hora de depor, na sede da DEHS.

Relação era de ciúmes e brigas

Depois da denúncia feita por Cleudes Maria Batista, a irmã de Josias da Silva Alves, Josenilda Oliveira, 24, contou que o irmão e a ex-cunhada  possuíam uma relação conturbada, carregada por ciúmes e brigas. Josenilda afirmou  que o irmão é inocente.

Ontem, ela disse que não estava mais podendo falar sobre o caso, assim como a sua mãe. Ontem havia a informação de que Josis está vivo e que tentava conseguir um advogado para se apresentar à polícia.

Numa rede social, há três dias, Cleudes Maria acusa a irmã de Josias de tentar incriminá-la. “A irmã do assassino  me acusa de ter matado o irmão dela e o bebê. O que ela tenta é tirar o corpo do irmão dela de ‘banda’. Quero provas de  como a nojenta sabe de algo se na hora só estava eu, o bebê e ele... Ela sabe onde ele está, são todos da mesma laia, mas Deus já está trabalhando em tudo”.

'Pai amava o filho'

A irmã de Josias da Silva,  Josenilda Oliveira, 24, acredita que o irmão não matou Pablo Pietro e que ele sempre ajudava o bebê. “O meu irmão amava a criança. Ele dava o salário pra não faltar nada, e enquanto isso ela nem trabalhava. Infelizmente eu não duvido que foi ela que jogou o filho no rio, e eu vou provar isso quando achar meu irmão. Isso é uma injustiça”, declarou.

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