Sábado, 19 de Junho de 2021
Dia das mães

Mães aposentadas apostam em cursos de qualificação em artes e artesanato

Os filhos estão criados e elas com tempo suficiente para aproveitar a vida. Olham para trás, lembram-se o que já fizeram de bom, mas não deixam de enxergar no futuro um mundo de oportunidades



WhatsApp_Image_2021-05-08_at_13.54.53_789524B5-A458-473D-95C2-FCA53FDA38E4.jpeg Foto: Divulgação
08/05/2021 às 16:57

Neste Dia das Mães, essas três mulheres têm motivos de sobra para comemorar. Os filhos estão criados e elas com tempo suficiente para aproveitar a vida. Olham para trás, lembram-se o que já fizeram de bom, mas não deixam de enxergar no futuro um mundo de oportunidades. 

Socorro, Jandelúcia e Doralice perderam as contas dos cursos feitos no Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). Mas não se esquecem da mudança provocada por essas aulas em suas vidas. Segundo as alunas, o aprendizado adquirido nos cursos diversos cursos de artesanato ofertados pelo Cetam tem feito o diferencial em suas vidas, principalmente no período de quarentena.



“A mensagem que quero deixar nesse Dia das Mães é que nunca é tarde para recomeçar”, diz Socorro Lages, 69, professora aposentada, uma prova de que idade não passa de um simples número. No caso dela, prestes a completar 70 anos, isso pode ser comprovado por sua vitalidade, um exemplo de que sonhos podem e devem ser realizados. 

Quando parou de lecionar, Socorro foi incentivada pelas duas filhas, engenheiras civis, a conhecer o mundo. Ela viajou, mas também ficou com tempo para se dedicar ao artesanato, que lhe distrai, gera renda e dá prazer. “O Cetam foi um presente para mim. Os cursos de qualificação são excelentes para quem precisa aprender um ofício e garantir seu sustento. O Centro nos oferece tudo: salas boas, com ar condicionado, matéria prima e pessoas maravilhosas para nos ensinar”, declara.

Socorro diz que não é porque tem 69 anos que precisa ficar em casa, esperando o tempo passar. “Quero voltar a estudar e aprender ainda mais. Agradeço o apoio das minhas filhas que, durante a pandemia, compraram tudo para eu poder fazer as encomendas e atender as clientes”, conta a professora, que vende nécessaires, toalhas de cozinha com aplicações e outros produtos para a vizinhança. “Tudo é pedido no grupo de whatsapp do conjunto onde moro.”

A ex cobradora de ônibus Jandelúcia Botelho de Lima, 61, diz que não sabe o que seria da sua vida se não fossem as atividades manuais aprendidas no Cetam. Ela perdeu o marido em janeiro deste ano, vítima da Covid-19, e também contraiu a doença. Para não enlouquecer de tanta tristeza e medo da morte, começou a bordar toalhas para vender. “Hoje, sou uma profissional conhecida. Minhas peças estão espalhadas pela Suíça, Itália, Paraná, Rio Grande do Sul...”

Jandelúcia confessa que se não fosse a ocupação com o artesanato talvez não estivesse aqui falando sobre sua história, comemorando o Dia das Mães, nem com planos de voltar a fazer mais cursos. Ela não vê a hora de a pandemia passar para poder fazer, no Cetam, o curso de “Corte e costura”. “Meus cinco filhos dizem: ‘mãe, a senhora é uma artista, pois faz arte com qualquer retalho’”, conta, orgulhosa. “Eles são tudo na minha vida e também estão me ajudando a superar a perda do pai.”

Reforço na renda

A dona de casa Doralice Pereira, 52, é outra antiga aluna que só tem elogios ao Cetam. Diz que em seu currículo só falta o curso de “Bolsas artesanais” e ressalta que sempre foi dedicada nos estudos. Aprendeu rápido e colocou logo em prática. Tanto é que foi requisitada pelo Cetam para ser instrutora e passar adiante seus conhecimentos. “Foi um prazer enorme. Sempre digo que o Cetam dá chance a todos. Mas é preciso que o aluno tenha interesse e saiba aproveitar as oportunidades.”

Parte da renda da família de Doralice – formada por ela, marido e um casal de filhos adultos – é complementada com a venda de trabalhos manuais aprendidos em cursos feitos pelo Cetam. Hoje ela tem uma lojinha virtual no Instagram, a “Dora artesanatos”, onde recebe encomendas. “O certificado do Cetam tem peso. Quando falo que estudei lá, parece que as pessoas têm mais confiança no trabalho. Incentivo todos a passarem pelo Cetam. Muitas amigas me ouviram e se qualificaram na instituição.”

Cetam investe em aulas remotas 

Ao longo dos seus quase 18 anos de existência, o objetivo do Cetam, de promover a educação profissional como instrumento de cidadania, vem sendo alcançado e aprimorado para melhor atender a comunidade amazonense. 

O diretor-presidente da instituição, Prof. Dr. José Augusto de Melo Neto, faz questão de ressaltar que a pandemia do novo Coronavírus não foi motivo para as atividades no Centro serem suspensas. 

O Cetam vem seguindo à risca as determinações que constam nos decretos do Governo do Amazonas. O Protocolo de Proteção e Prevenção à Covid-19 é seguido à risca, para não oferecer risco de contaminação a seus alunos e corpo técnico, na capital e interior do Estado.

Nenhum curso está com atividade presencial. Todas as aulas vêm ocorrendo remotamente, seguindo o “Guia metodológico para o ensino remoto”. Ele foi elaborado por uma comissão pedagógica do Cetam e lançado no dia 15 de fevereiro. As atividades propostas são mediadas pelo uso de tecnologias. As atividades propostas acontecem nas plataformas Google Meet e Classroom e também por aplicativos de mensagens como Telegram e WhatsApp. 

Este ano, foram ofertadas, para a capital, 3 mil vagas em cursos de Ensino a Distância (EaD) e 6.120 vagas para cursos de qualificação profissional. No próximo dia 10 de maio, o Cetam oferecerá 30 mil vagas em cursos de qualificação que irão atender alunos do interior do Amazonas. 

“Estamos seguindo orientação do governador Wilson Lima para fortalecermos a qualificação de mão de obra do interior. Com a capacitação, todos terão mais chance de disputar vaga no mercado de trabalho”, informa o professor José Augusto.

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