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Cotidiano
LUTA CONSTANTE

Mães solteiras contam com a ajuda de familiares e amigos para criar os filhos

No Dia das Mães, elas relatam as dificuldades que enfrentam e a ajuda que tiveram de amigos e parentes para educar as crianças 13/05/2018 às 06:00
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Biólogo André Menezes se diz privilegiado por ter três mães: Antônia Zeila Menezes (genitora), Maria Monteiro (avó) e Cidelina Menezes (tia)
Álik Menezes Manaus

Ser mãe não é uma tarefa simples. Além do amor e dedicação, inúmeras responsabilidades são fundamentais para a criação e educação dos filhos. No caso de mães solteiras, o desafio é ainda maior. 
A cozinheira Antônia Zeila Menezes, 59,  teve a ajuda da mãe, Maria Monteiro, e da cunhada, Cidelina Menezes, para criar e educar o filho, o biólogo e professor André Menezes. Nos primeiros anos de vida de André, a avó desempenhou papel fundamental para que a mãe dele pudesse trabalhar. “Sem a ajuda da minha mãe não teria como sair para trabalhar, pois não teria condições de pagar alguém para cuidar dele no período que estaria fora. Lembro que teve uma época, quando fui para outro estado a trabalho, que meus pais me apoiaram e cuidaram dele”, disse Zeila. 

Hoje, Zeila atribui boa parte do desensolvimento profissional do filho também aos investimentos da cunhada Cidelina.  Sem esse apoio, a cozinheira acredita que teria sido mais difícil bancar os estudos do filho. “Ele sempre fala que tem três mães: eu, minha mãe e a tia. Eu sou eternamente grata a tudo que elas fizeram por mim e por ele. A tia dele pagou os estudos em colégio particular, cursinho pré-vestibular e incentivava a não desistir de estudar. Hoje ele vive muito bem e é grato”, disse. 

O biológo afirma que se sente privilegiado pelas oportunidades que teve.  “Imagina só, mal sabia eu, tão pequeno,  que era tão sortudo. A nossa riqueza não estava no luxo e sim na simplicidade e na família sempre presente. Avô, avó, tia, primos, todos morando juntos, uma confusão de ótimas lembranças”, contou. 

Agora formado e cheio de con quistas profissionais, André não esquece como foi difícil o seu crescimento e lembra do incentivo que recebeu das suas três mães. “Sem a ajuda delas seria muito mais complicado, mas digamos que fui persistente e abracei  todas as oportunidades que surgiram. Só Deus sabe como foi difícil, mas minhas motivações estavam ali, não poderia jogar o esforço delas no lixo”, explicou ele.

  Apoio e amizade

A jornalista Daniele Brito, 39, também se considera privilegiada por ter encontrado pessoas que gostam da filha dela, a pequena Mariana, de 3 anos. “Eu sempre me preocupei em dar o melhor para a minha filha e sempre tive sorte de ter pessoas que gostam de mim e dela, sabe?! Quando engravidei, já não tinha mais meus pais vivos e isso me dava medo. Como eu ia fazer se tivesse dúvidas ou precisasse de ajuda? Mas Deus sempre foi muito bom comigo”, comentou. 

Daniele afirma  que o pai da Mariana é presente, mas que o apoio da irmã e de uma amiga de infância, a empresária Daniele Raquel, é fundamental para o desenvolvimento da pequena. “A Raquel sempre foi muito minha amiga. Lembro que logo que a Mari nasceu, ela foi me visitar na maternidade e na primeira consulta com a pediatra, ela também se dispôs a ir com a gente porque eu não podia dirigir. Momentos assim você pode ver que tem pessoas que se importam e ajudam sem interesse”. 

Ainda de acordo com a jornalista Daniele Brito, uma demonstração de carinho da amiga, Daniele Raquel,  surgiu recentemente quando a empresária a convidou para trabalhar na empresa dela.  “No meu antigo trabalho eu tinha plantões aos finais de semana e era difícil porque eu não tinha com quem deixar a Mariana. Muitas vezes tinha que pagar alguém. Foi então que surgiu uma vaga na empresa da Dani e ela me convidou. Eu aceitei na hora. Sou muito humilde para reconhecer que preciso de ajuda e não tenho vergonha disso. A Dani sabe como sou como mãe e viu a possibilidade de me ajudar. Agora eu tenho mais tempo para ficar com a Mari”, comentou ela. 
 

 


 

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