Votação

Maioria dos parlamentares do AM vota a favor de fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões

Dos oito deputados federais do Amazonas, apenas Alberto Neto votou em manter o impedimento

Waldick Júnior
18/12/2021 às 15:27.
Atualizado em 08/03/2022 às 19:12

(Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados)

A maior parte dos parlamentares amazonenses votou em derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) ao fundão eleitoral de R$ 5,7 bilhões. Com isso, partidos terão a maior quantidade de recursos da história para as campanhas eleitorais do ano que vem.

Dos oito deputados federais do Amazonas, apenas Alberto Neto (Republicanos) votou em manter o impedimento. Já no Senado, dos dois políticos amazonenses presentes na votação, Eduardo Braga (MDB) votou não, a favor do fundão, e Plínio Valério (PSDB), sim, ou seja, contra os recursos.

Câmara Federal

Votos ‘não’ são a favor fundão e os ‘sim’ contrários:

Átila Lins - votou não

Bosco Saraiva - votou não

Alberto Neto - votou sim

Delegado Pablo - votou não

José Ricardo - votou não

Marcelo Ramos - votou art. 51(abstenção)

Sidney Leite - votou não

Silas Câmara - votou não

Senado

Eduardo Braga - não

Plínio Valério - sim

Na votação geral do Senado, o fundo eleitoral recebeu 53 votos contra 21. Para que fosse derrubado o veto, eram necessários 41 votos. Horas antes, na Câmara dos Deputados, os parlamentares também votaram a favor dos recursos eleitorais. O placar foi 317 contra 146.

O fundão de R$ 5,7 bilhões estava previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), projeto que cria regras e diretrizes para a elaboração do orçamento da União para o ano seguinte. Dentre os vetos ao texto, Bolsonaro havia barrado o fundo eleitoral.

Apesar disso, parlamentares da base do governo e da nova sigla do chefe do Executivo, o Partido Liberal (PL) votaram a favor do fundão. Não apenas eles, já que políticos do centrão e de esquerda também disseram ‘sim’ ao aumento dos recursos para financiamento de campanhas.

Origem

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), mais conhecido como fundo eleitoral, foi criado em 2017 com as Leis n. 13.487 e 13.488. É uma das principais fontes de recursos para partidos financiarem as campanhas de seus candidatos a cargos públicos e está sujeito a uma série de requisitos para que possa ser recebido pelas siglas.

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