Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
POLÍTICA

Maioria dos senadores do Amazonas deve dizer sim à intervenção no Rio de Janeiro

Com fortes críticas ao decreto intervencionista, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) deve ser a única a votar contra



senadores_amazonas.JPG Fotos: Divulgação
20/02/2018 às 18:04

Após aprovação, pela Câmara dos Deputados, na madrugada desta terça-feira (20), do decreto do presidente Michel Temer, que autoriza a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, o Senado realiza esta noite a segunda e última votação da medida. Pelo menos, dois dos três senadores amazonenses – Omar Aziz (PSD-AM) e Eduardo Braga (MDB-AM) – devem acompanhar o veredicto da Câmara e dizer “sim” à intervenção no Rio. Com fortes críticas ao decreto intervencionista, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) deverá votar contra.

Entre os 414 deputados federais presentes na sessão que durou quase oito horas e só terminou às 2h15 desta madrugada, 340 votaram a favor, 72 contra e uma abstenção. Outros 100 deputados se ausentaram da votação. Da bancada de oito deputados amazonenses, seis marcaram presença e votaram “sim”. Foram eles: Alfredo Nascimento (PR-AM), Átila Lins (PSD-AM), Conceição Sampaio (PP-AM), Pauderney Avelino (DEM-AM), Professor Gedeão Amorim (MDB-AM) e Silas Câmara (PRB-AM). Ausentes Carlos Souza (PSDB-AM) e Hissa Abrahão (PDT-AM).

O governo e a base aliada dão como certa a aprovação do decreto de intervenção, que já está em vigor desde a última sexta-feira (16), quando foi assinado pelo presidente Michel Temer. Mas precisava passar pelas duas Casas do legislativo em até 10 dias após a publicação. Caso seja rejeitado pelos senadores, os efeitos do texto serão suspensos.

Fiscalização nas fronteiras

O senador Omar Aziz (PSD) defende o uso das forças armadas para combater o tráfico de drogas e armas que entram pelas fronteiras do Brasil e geram insegurança nos estados brasileiros. Ele cobra maior rigor do Governo Federal para uma fiscalização mais rígida nesses locais.

“O problema da insegurança está em todos os estados brasileiros e o que o Governo Federal faz é apenas combater o efeito. As principais causas da insegurança, são as fronteiras abertas que permitem o narcotráfico e a entrada de armas”, destaca Aziz.

Omar Aziz ressalta que o Brasil não produz drogas nem armas e, por isso, enquanto não houver fiscalização ostensiva nas fronteiras, a segurança pública nos estados continuará sendo ineficiente. “Hoje só combatemos os efeitos, mas precisamos combater o mais importante, a causa. Já fiz vários discursos pedindo ao Governo que utilize as forças aramadas para fiscalizar as nossas fronteiras, pois elas possuem a experiência, além de serem respeitadas no país. Vou continuar cobrando”, disse Omar Aziz.

Sistema Único de Segurança

Na opinião do senador Eduardo Braga, o Estado brasileiro perdeu o controle na Segurança Pública e a intervenção federal no Rio de Janeiro faz-se necessária diante do caos que assombra a população local porque, segundo ele, o Rio de Janeiro vive um cotidiano de guerra civil.

“É necessário equipar as polícias que hoje estão sucateadas e criar o novo Sustema Único de Segurança com recursos para a compra de equipamentos além de custear as despesas com o setor. É preciso avançar. No Senado, estamos debatendo o assunto exaustivamente pra encontrar soluções viáveis e efetivas para combater o crime organizado. Sabemos que a batalha será dura, mas estamos certos que nós, brasileiros, venceremos esta guerra”, declarou Braga.

Intervenção mal planejada

A senadora Vanessa Grazziotin criticou o decreto determinando intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Ela lembrou que a intervenção não pode ser uma decisão unilateral da Presidência da República e que os parlamentares precisam dar a sua opinião sobre o assunto.

Para Vanessa, a intervenção foi mal planejada, pois nem mesmo os militares sabiam que um general seria escolhido para comandar as ações. Na opinião da senadora, o Congresso deveria estar votando um plano de intervenção mais bem elaborado. Do jeito que está posto o decreto, Vanessa diz que o Parlamento está sendo chamado a dar uma carta branca ao presidente da República, Michel Temer.

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