Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
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Mais da metade da população carcerária do Amazonas ainda aguarda julgamento

Para tentar amenizar a superlotação nas cadeias do AM, o CNJ vai realizar um mutirão carcerário para “desafogar” os presídios do Estado



1.jpg Segundo a Sejus, a cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa é a mais superlotada
19/07/2013 às 10:13

Mais da metade da população carcerária do Amazonas ainda não foi julgada pelos processos que responde. Segundo o secretário de Justiça do Amazonas, Wesley Aguiar, atualmente a população dos presídios do Estado é de 9 mil detentos, sendo que, desse tota, 5 mil são presos provisórios, ou seja, ainda aguardam julgamentos.

Para tentar amenizar a superlotação nos presídios do Amazonas, problema antigo que não tem previsão para ser solucionado, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai realizar, de 17 de setembro a 18 de outubro, um mutirão carcerário para “desafogar” os presídios do Estado.



De acordo com o juiz do CNJ Luciano Losekann, além de diminuir o número de presos, principalmente no interior, o mutirão pretende formar uma rede de atendimento para pessoas que têm problemas mentais e cometeram algum delito, além de implementar o projeto “Começar de novo”, que tem como objetivo fomentar o trabalho e a educação prisional.

Segundo Wesley Aguiar, o mutirão deve desafogar o sistema carcerário, principalmente a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, localizada na Rua 7 de Setembro, Centro, e considerada a “porta de entrada” do sistema prisional em Manaus. Lá, a superlotação é a mais evidente: são 1.100 detentos em um espaço que oferece apenas 300 vagas.


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