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Cotidiano
Saúde

No AM, mais de 1,4 mil casos de Sífilis foram registrados de janeiro a julho

A Sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que pode ser transmitida de uma pessoa para outra. Doença tem séries consequências 04/10/2016 às 05:00
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Diagnóstico precoce é importante para evitar doenças no bebê durante a gravidez, como microcefalia e doenças cardíacas. Foto: Aguilar Abecassis
Silane Souza Manaus (AM)

Mais de 1,4 mil casos de Sífilis foram registrados de janeiro a julho deste ano no Amazonas. Desse total, mais de 1 mil foram em grávidas, de acordo do Sistema de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde. A Sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que pode ser transmitida de uma pessoa para outra, nas relações sexuais sem uso da camisinha, por meio de sangue contaminado ou de mãe infectada para o bebê, durante a gestação ou  o parto.

A doença é prevenível e curável, no entanto, é muito grave, como alerta a coordenadora estadual de DST/AIDS e Hepatites Virais, Silvana Lima. “A Sífilis tem vários estágios: primário, secundário, latente e terciário”, explicou. “Se não for diagnosticada e tratada, a infecção evolui e pode se propagar por todo o organismo, provocando problemas no coração, cérebro e sistema nervoso, podendo causar até meningite. É uma doença de interesse da saúde pública e vem crescendo em todo o País”, ressaltou a coordenadora.

Silvana enfatizou também que as consequências são ainda maiores no caso da Sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê.  “A criança pode nem vir a nascer, pois a mãe pode sofrer um aborto. Há também a possibilidade de a criança nascer prematura, com algumas doenças cardíacas graves, isso  quando não fica com outras sequelas ou dependentes para o resto da vida. A Sífilis congênita é uma das causas da microcefalia”, salientou Silvana, destacando a importância do acompanhamento médico na gravidez.

A coordenadora estadual de DST/AIDS e Hepatites Virais reforçou que o pré-natal é uma das formas de garantir o diagnóstico precoce da infecção e o tratamento adequado. “O ideal é que se faça o diagnóstico antes do parto, pois o risco de contaminação diminui, assim como das deformidades ósseas e das doenças neurológicas e cardiológicas. Então, quanto mais cedo detectar melhor o prognóstico para iniciar o tratamento que tem que ser feito tanto pela grávida quanto pelo parceiro”, afirmou a especialista.

O tratamento é simples, feito a base de penicilina e em qualquer Unidade Básica de Saúde. Ele pode se estender até 14 dias. “É um tratamento rápido, prático e gratuito. Dependendo do estágio da doença a pessoa toma uma dose única ou toma durante três semanas consecutivas. Tivemos um problema com a falta de penicilina, mas foi resolvido e o Amazonas, além de receber do Ministério da Saúde, também compra o medicamento para atender principalmente as grávidas”, disse Silvana Lima.

A prevenção, contudo, continua sendo a melhor forma de combate à Sífilis.
Silvana destacou que o uso da camisinha nas relaçõe sexuais ainda é a melhor forma de evitar a  enfermidade . “É  melhor se prevenir, usar camisinha. Quem está vulnerável a Sífilis também está para as demais infecções e outras doenças sexualmente transmissíveis, pois a forma de transmissão é parecida”, reforçou a coordenadora.

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