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Cotidiano
JUSTIÇA

Mais de 200 acusados por tentativa e homicídio vão a júri popular no Amazonas

Neste semestre serão julgados 142 processos. João Branco, Marcos Pará, Mano G e o “Monstro da rua Jeri” são alguns dos acusados que vão a júri popular na primeira metade do ano 12/01/2018 às 07:07 - Atualizado em 12/01/2018 às 08:45
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Foto: Arquivo A Crítica
Joana Queiroz Manaus (AM)

Pelos menos 222 acusados de crimes de homicídio e tentativa de homicídio devem ser julgados por júri popular neste semestre, de acordo com as pautas de julgamento das 1ª, 2ª e 3ª Varas do Tribunal do Júri da capital. Alguns deles já foram remarcados por mais de uma vez.

Um destes é o processo do homicídio do delegado Oscar Cardoso, que foi executado com mais de 20 tiros em março de 2014, no bairro São Francisco, Zona Sul, que está pela sexta vez em pauta para ser julgado na 2ª Vara. A primeira foi em junho de 2016, depois nos meses de agosto e dezembro do mesmo ano. No ano passado por três vezes o julgamento foi adiado.

Desta vez o julgamento dos acusados, o traficante João Pinto Carioca, o “João Branco”, Marcos Roberto Pereira Miranda, o “Marcos Pará”, Diego Bruno de Souza Moldes e Messias Maia Sodré o “Maresia”, está marcado para acontecer na sexta-feira 13 do mês de abril.

Na mesma pauta, marcado para o dia o dia 18 de maio, está o julgamento do traficante Gelson Lima Carnaúba, o Mano “G”, Marcos Paulo da Cruz, o “Goma”, e Francisco Álvaro Pereira, o “Bicho do Mato”.

Eles foram denunciados como os principais responsáveis pela segunda maior chacina do sistema penitenciário do Amazonas, ocorrida no dia 25 de maio de 2002, quando foram mortos um agente penitenciário e 13 presos.

A 3ª Vara do Tribunal do Júri vai julgar um grupo de extermínio que atuava na Zona Norte formado por Anadu Amaral de Souza, Rangel Silva de Araújo, Francisco Marques dos Reis e Elias Cândido Rodrigues. Eles são acusados pelo crime de homicídios contra Keitiane Nunes Galdino, Edney Souza dos Santos, Ivan Teixeira Pessoa e Denilson Lobo.

O “monstro da rua Jeri”, Francinaldo Marialva Pereira, também vai sentar no banco dos réus para ser julgado pelo conselho de sentença da 3ª Vara do Tribunal do Júri.

Ele é o assassino confesso da menina Jhuliany Souza da Silva, 7, a qual ele disse ter matado, estuprado e depois enterrado o corpo em uma cova rasa, cavada por ele a menos de três metros da porta da cozinha da casa onde ele morava com a família, na rua Jeri, bairro Novo Aleixo,  Zona Norte de Manaus.

Processos

Neste semestre serão julgados 142 processos, mas ainda há aproximadamente mil que estão prontos para serem julgados. Por falta de estrutura da Justiça eles estão parados.

Só na 2ª Vara, cujo titular é o juiz Anésio Pinheiro, há aproximadamente 600 processos.  “A cidade e a população cresceram e certamente aumentaram os crimes e a estrutura do fórum Henoch Reis é a mesma de quase 30 anos atrás”, disse Pinheiro.

O magistrado destaca que para este ano houve um avanço no que diz respeito ao número de juízes para atuar no Tribunal do Júri. Por decisão do atual presidente do Tribunal do Júri do Amazonas (TJAM), desembargador Flávio Pascarelli, haverá um juiz para atuar na instrução dos processos e outro para presidir os julgamentos.

Novo fórum

A assessoria de imprensa do TJAM informou que a o atual gestor tem conhecimento dos problemas estruturais, principalmente a falta de espaço que já perdura há mais de 20 anos e que providências estão sendo tomadas com a construção de um fórum para abrigar as varas cíveis. Ele deverá ser inaugurado até o final deste semestre.

Com isso o espaço que há hoje será utilizado pelas varas criminais e do Tribunal do Júri.

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