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Mais de 250 embarcações devem ser fiscalizadas pela Capitania dos Portos até sexta em Manaus

Até a tarde desta segunda-feira (25), 36 barcos passaram pela fiscalização, seis deles foram notificados, dois impedidos de continuar viagem e três apreendidos 26/06/2013 às 12:23
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Embarcação espera a fiscalização da Capitania dos Portos e outros órgãos
Bruno Strahm Manaus (AM)

Até sexta-feira (28), a Capitania dos Portos deve fiscalizar cerca de 250 embarcações saídas de Manaus com direção a Parintins – a 325 quilômetros da capital. Até a tarde desta terça-feira (24) no posto de fiscalização montado no Porto da Ceasa, Zona Leste, onde 36 barcos haviam passado pela fiscalização, seis foram notificados, dois impedidos de continuar viagem e três apreendidos, nas embarcações havia o equivalente a 3.500 passageiros.

Além da Capitania dos Portos, o Juizado de Menores, Conselho Tutelar, Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e diversos outros órgãos também fiscalizam as embarcações.

De acordo com o Capitão dos Portos, Paulo Cesar Monteiro, o objetivo da fiscalização é impedir que embarcações irregulares naveguem e ponham em risco a vida dos passageiros. “Há irregularidades que vão de simples notificações e que futuramente se transformarão em multas, como há as impeditivas que não permitem que a embarcação continue viagem. É o caso de superlotação, embarcação sem a presença de seu comandante, ausência de documentos e embarcações com um número de coletes salva vidas inferior ao número de passageiros”, informou o Capitão Paulo Cesar Monteiro.


Menores

Já os outros órgãos de fiscalização, como o Conselho Tutelar, o Juizado de Menores e a Semasdh, estão trabalhando conjuntamente para orientar e investigar a presença de crianças e adolescentes sem a devida documentação e sem os responsáveis durante a viagem.

“Nosso trabalho é preventivo, para evitar que crianças e adolescentes sejam vítimas de exploração sexual ou de trabalho. A cada embarcação que atraca no ponto nós verificamos todos os compartimentos a procura de crianças e adolescentes nessa situação. Até o momento sete crianças e nove adolescentes foram tirados das embarcações”, afirmou Gecilda Albano, da Semasdh.

As crianças e adolescentes recolhidas foram levadas até o Porto da Ceasa onde seus responsáveis foram contatados para resgatarem os mesmos. Em relação aos que não obtiveram resposta dos pais ou responsáveis, foram encaminhados pelo Conselho Tutelar até o Sistema de Atendimento Emergencial (Sae).

“No Sae eles ficarão até que os pais irem em busca deles. Lá eles receberão atendimento médico, psicológico e de assistentes sociais, enquanto os pais serão notificados pelo Conselho Tutelar”, afirmou Clodoaldo Santos, conselheiro Tutelar.

O Capitão Paulo Cesar Monteiro afirmou que todos os órgãos trabalham 24h em regime de revezamento para dar conta de todo o trabalho, que deve ser maior do que nos anos anteriores. Por isto o efetivo da Marinha conta com 500 militares, dois navios patrulha, um navio de assistência hospitalar, três helicópteros, e 23 embarcações de inspeção naval, espalhados no Encontro das Águas e Barreiras de Inspeção Naval em Itacoatiara e Parintins.

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