Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019
CAMPANHA

Mais de 300 mil crianças do AM devem ser vacinadas contra a poliomielite e sarampo

O Estado do Amazonas já recebeu as doses da vacina contra a paralisia infantil e as ações contra o sarampo terão reforço



p_lio.JPG Gotinha (VOP) é uma das imunizações contra a poliomielite, considerada erradicada do Brasil há pelo menos 24 anos. Foto: Divulgação
31/07/2018 às 20:54

A partir da próxima semana o Ministério da Saúde vai iniciar a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Sarampo em todo o Brasil. No Amazonas a meta é vacinar mais de 300 mil crianças de um a até cinco anos. A expectativa da pasta é imunizar mais de 11 milhões de crianças em todo o País e por isso está orientando que, independentemente da situação vacinal dos pequenos, todos devem receber a vacina para diminuir a possibilidade de retorno da pólio e os casos de sarampo.

No Estado, a campanha já tinha sido antecipada e vem sendo feita desde abril em virtude do surto de sarampo. A ação foi feita como medida de bloqueio para interromper a circulação do vírus, que, segundo os últimos dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), já atingiu 562 pessoas, apenas na capital.

Para a campanha nacional, que vai começar na próxima segunda-feira, dia 6 de agosto, e terminar no dia 31 do mesmo mês, o MS mandou para o Estado mais de 770 mil doses das vacinas Inativada Poliomielite (VIP), Oral Poliomielite (VOP) e Tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. O dia D de mobilização nacional será  18 de agosto, quando os mais de 36 mil postos de vacinação em todo o Brasil estarão abertos ofertando as vacinas.

De acordo com o ministério, que nesta terça-feira (31) fez uma coletiva de imprensa por videoconferência, durante a mobilização nacional, todos os estados devem, além de convocar  novamente as crianças  para receber a imunização, fazer busca-ativa das pessoas que ainda não foram vacinadas. “Em Manaus isso já vem sendo feito e existem bairros com cobertura total de imunização, com 85% dos moradores vacinados, em relação a sarampo. Mas é preciso reforçar as ações em demais bairros onde a meta não foi alcançada”, explicou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Casos de sarampo

Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo: em Roraima e no Amazonas. Até o dia 25 de julho, foram confirmados 822 casos no Amazonas (519) e em Roraima (272) e 3.831 casos sob investigação. Além disso, alguns casos isolados foram identificados. No Rio de Janeiro, 14 focos foram encontrados na Universidade Estadual (UERJ) com a suspeita de que tenha havido contato com estudante saído de Manaus. Outros 13 casos estão no Rio Grande do Sul, detectados em uma família que teve contato com o vírus em Manaus e não eram vacinados; Pará (2), Rondônia (1) e, em São Paulo, 1 caso identificado em turista do Líbano.

Segundo o Ministério da Saúde, o reaparecimento do sarampo no Brasil está relacionado às baixas coberturas e a presença de venezuelanos no país, comprovado pelo genótipo do vírus (D8) identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela. 

Campanha na Região Norte

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), três países ainda são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão). O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem.

Dos 11 milhões de crianças que devem ser vacinadas na campanha de vacinação contra a poliomielite e sarampo (6 a 31 de agosto de 2018), o Ministério da Saúde estima que 1.266.393 crianças receberão 3.197.320 doses de vacinas contra a poliomielite e tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) nos sete estados da Região Norte.

*Colaborou o repórter Antonio Paulo.


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