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Cotidiano
MEDICINA

Mais de 40 mil pessoas são atendidas ao ano no AM por meio da Telemedicina em Cardiologia

A experiência do Amazonas em telemedicina foi um dos destaques no 3º Congresso Internacional de Atenção Primária à Saúde, que aconteceu em Teresina, Piauí, entre os dias 4 e 6 deste mês 07/05/2017 às 17:05
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(Foto: Divulgação)
acritica.com

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) mostram que, em média, 43,14 mil pessoas são atendidas, ao ano, na área  de telecardiologia no interior do Amazonas. De 2008 a 2017, foram emitidos 388,3 mil laudos de Eletrocardiogramas à distância e esse trabalho permitiu a descoberta de alterações cardíacas em mais de 116 mil pacientes do interior submetidos ao exame.

A experiência do Amazonas em telemedicina foi um dos destaques no 3º Congresso Internacional de Atenção Primária à Saúde, que aconteceu em Teresina, Piauí, entre os dias 4 e 6 deste mês. O tema central do congresso esse ano foi a Telessaúde e a Telemedicina. Por se destacar nesse cenário, o estado amazonense foi convidado a participar do debate.

No Amazonas, o núcleo de telessaúde, na área de cardiologia, funciona no Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM), emitindo laudos 24 horas por dia. Quem apresentou a experiência do Estado em telemedicina  e telessaúde, no Congresso, foi o diretor-presidente do Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM), Pedro Elias de Souza.

“O Estado do Amazonas é o estado brasileiro com a maior experiência em telemedicina e telessaúde. E da região Norte, certamente, o que tem melhor estatística, tanto em telecardiologia como em telerradiologia”, destaca Pedro Elias.

Segundo o Pedro Elias, a meta atual do estado na área de telessaúde é ampliar o programa para a área de telecitologia oncológica, com exames que possam prevenir o câncer de colo uterino.  

“No seminário, fizemos uma explanação de tudo que o Governo do Estado, junto com o Ministério da Saúde, tem investido nessa área, e aquilo que estamos prevendo para os próximos anos, para que possamos dar qualidade de vida aos nossos pacientes do interior”, declarou Pedro Elias.

Como funciona

Para ter acesso ao serviço de Telemedicina em Cardiologia, o paciente no interior é, primeiramente, avaliado por um médico da rede pública, que ao constatar alguma suspeita, solicita o procedimento dos técnicos da Susam nos hospitais dos municípios, que estão treinados para esse procedimento.

Esses técnicos inserem a solicitação no sistema digital da Susam e a demanda é encaminhada aos profissionais do Hospital Francisca Mendes, que têm um prazo para devolver o laudo do exame. Se houver alguma constatação, é realizada uma teleconsultoria com o paciente e, dependendo da avaliação, ele pode ser transferido para tratamento na capital.

Pedro Elias salientou que o médico que avalia o paciente pelo sistema de telessaúde não necessariamente precisa estar de plantão no hospital. “Como a solicitação vem via web,  o médico cardiologista e o radiologista podem fazer esse procedimento de onde eles estiverem, inclusive pelo  smartfone”, observou.

Médicos no interior

O diretor-presidente do Hospital Francisca Mendes destacou, também, que o programa de Telessaúde serve, ainda, como fixação dos médicos que trabalham no interior, porque sabem que podem contar com o apoio de especialistas aqui na capital.

Ele disse que o avanço na área de telessaúde no Estado também ajudou a reduzir os  custos com remoção de pacientes, dando ao morador do interior a possibilidade de receber um tratamento à distância no seu próprio município. “Portanto, é um programa muito importante e estratégico para o Estado do Amazonas”, concluiu Elias. 

 

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