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Mais de 515 mil alunos da rede estadual podem ficar sem aulas no AM

O motivo: a paralisação dos trabalhadores em educação da capital e do interior. Os profissionais prometem paralisar suas atividades nos três turnos para cobrar reajuste salarial e melhorias trabalhistas 28/03/2016 às 14:01 - Atualizado em 28/03/2016 às 14:10
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Presidente do Sinteam, Marcus Libório não descarta uma greve geral da categoria (Foto: Erica Melo - Arquivo/AC)
Silane Souza

Mais de 515,8 mil alunos da rede pública estadual de ensino podem ficar sem aulas amanhã em todo o Amazonas. O motivo: a paralisação dos trabalhadores em educação da capital e do interior. Os profissionais prometem paralisar suas atividades nos três turnos para cobrar reajuste salarial e melhorias trabalhistas. O ato será promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam).

De acordo com o presidente da entidade, Marcus Libório, mais de 25 mil trabalhadores em educação devem aderir ao movimento que contará, ainda, com a realização de um ato público na frente da sede do Governo do Estado, na Zona Oeste, a partir das 8h. No interior, conforme ele, a categoria vai realizar protestos na frente das coordenadorias da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

O ato é para forçar uma reunião com o governador José Melo, já que, o encontro que havia sido agendado para o último dia 23, foi desmarcado na véspera sem muitos detalhes. “Nos ligaram na terça-feira, no final do expediente, para dizer que não haveria mais a reunião e que ela havia sido remarcada para o dia 31, mas não informaram nem o horário, ou seja, nada oficial”, queixou-se Libório.

Conforme ele, a categoria enfrenta dificuldade para conversar com o governador desde o início do ano. “Formalizamos o pedido de audiência em janeiro e nunca tivemos resposta. Já fomos pacientes demais. No ano passado dialogamos e foi constituída uma comissão para negociar não só a nossa data-base, mas também o plano de saúde, mas não saiu do papel. Queremos que o governo cumpra o que foi acordado”, enfatizou.

Ele ressaltou que durante as negociações do ano passado, José Melo disse que estava impedido de conceder reajuste salarial, mas prometeu implantar um plano de saúde para os trabalhadores, uma reivindicação histórica da categoria. Porém, não cumpriu. “O governador disse que havia R$ 26 milhões que poderiam ser usados para o benefício com data marcada: fevereiro de 2016. Mas para nossa surpresa no início do ano ficamos sabendo que o plano não seria implantado”, contou.

Greve geral não está descartada

O presidente do Sinteam, Marcus Libório, disse que a categoria não descarta a possibilidade de realizar uma greve geral caso as reivindicações não sejam atendidas. “Estamos dispostos a conversar, mas se o governador não atender a nossa demanda vamos convocar uma assembléia para discutirmos e deliberarmos quais as próximas ações que devemos tomar. A greve não foi descartada”, evidenciou. 

Greve geral não está descartada

A Seduc conta com 587 escolas, das quais 229 em Manaus e 358 no interior. Conforme dados preliminares deste ano letivo de 2016, a rede pública estadual conta com 515.885 alunos, sendo 258.515 estudantes do ensino fundamental, 207.120 do ensino médio, 49.270 da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 980 da Educação Especial.

Encontro remarcado para dia 31

A Seduc informou que a audiência marcada entre o governador José Melo e a direção do Sinteam para o último dia 23 foi reagendada para o próximo dia 31 porque nos dias 22 e 23, o governador esteve em Brasília. Na ocasião, ele participou, entre outras agendas, de uma reunião com governadores, presidente da Câmara e Senado para tratar do Projeto de Lei que estende o prazo para o pagamento da dívida dos Estados com a União.

Em virtude disso, toda a agenda que estavam previstas para os dias 22 e 23 foram adiadas para datas posteriores. Sobre a paralisação das atividades no dia 29, a Seduc informou que manterá um controle de frequência dos trabalhadores nessa data e a reposição das aulas somente ocorrerá conforme a avaliação da adesão ao movimento.

A pasta informou ainda que tem plena ciência da importância sobre o plano de saúde para os servidores da educação, tal qual foi a concessão inédita do vale-alimentação no valor de R$ 220 mensais desde janeiro de 2015. Conforme a Seduc, o plano de saúde está em discussão por uma comissão paritária. Inclusive, desde o ano passado, ocorreram várias reuniões entre a Seduc, Sinteam e operadoras de planos de saúde como a Happy Vida e Bradesco.

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