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Mais de um milhão de pessoas vivem no Amazonas com renda mensal per capita de até R$ 140

O estudo presente no “Atlas da Extrema Pobreza no Norte e no Nordeste do Brasil em 2010”, desenvolvido pela ONU e Ipea, considera as linhas oficiais de pobreza e extrema pobreza declaradas pelo Governo Federal 05/11/2015 às 17:55
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Um dos problemas relacionados à linha de pobreza é a falta de habitação
Rafael Seixas Manaus (AM)

Os municípios do Amazonas com maior taxa de extrema pobreza são Itamarati, Santa Isabel do Rio Negro, Maraã, Santo Antônio do Içá, Guajará, Barcelos, Amaturá, São Paulo de Olivença, Pauini e São Gabriel da Cachoeira. Isso é o que aponta o estudo presente no “Atlas da Extrema Pobreza no Norte e no Nordeste do Brasil em 2010”, que identifica os municípios das regiões Norte e Nordeste com maior concentração de pessoas residentes em domicílios com renda mensal per capita de até R$ 70 em 2010.

O objetivo do atlas (acesse a versão em português em http://bit.ly/20uVIQn) é mapear a pobreza rural no Brasil, identificando, inclusive, os bolsões de extrema pobreza de acordo com o tipo de atividade econômica principal das famílias: se puramente agrícola, pluriativa ou não agrícola. A publicação tem como foco os estados do Norte e do Nordeste do País, onde vive a maioria dos pobres rurais.

O estudo considera as linhas oficiais de pobreza e extrema pobreza declaradas pelo Governo Federal. De acordo com essas linhas, famílias cuja renda domiciliar mensal per capita era de até R$ 140 em 2010 estavam em situação de pobreza e aquelas cuja renda era de até R$ 70 se encontravam em situação de extrema pobreza.

Em 2010, com 3.465.831 de habitantes, o Amazonas apresentou 1.130.765 pessoas em situação de pobreza e 670.337 em estado de extrema pobreza.

Números do Estado

O percentual da população residente em domicílios agrícolas, aqueles em que pelo menos um membro está empregado no setor agrícola e 67% da renda do trabalho vem da agricultura, é de 442.902, sendo que 303.769 são pobres e, desse montante, 202.046 são extremamente pobres.

Em domicílios pluriativos, aqueles em que pelo menos um membro está empregado no setor agrícola, porém menos de 67% da renda é oriunda da agricultura, a população chega a 172.786, sendo 58.902 pobres e desse montante 19.388 são extremamente pobres.

Os rurais não agrícolas, aqueles que estão em áreas oficialmente rurais, mas sem qualquer membro do domicílio trabalhando na agricultura, a população é de 308.868, estando 220.798 na faixa de pobreza e desse número 173.018 são extremamente pobres.

Nos domicílios urbanos não agrícolas, aqueles que estão em áreas oficialmente urbanas e sem qualquer membro do domicílio empregado na agricultura, a população é de 308.868, sendo 220.798 pobres e 173.018 extremamente pobres.

 O “Atlas da Extrema Pobreza no Norte e no Nordeste do Brasil em 2010” foi desenvolvido pelo Centro Internacional de Políticas para Crescimento Inclusivo (IPC-IG) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). 

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