Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
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'Mais médicos': Primeiro grupo de profissionais estrangeiros chega ao Amazonas

Grupo começa o treinamento para a atualização dos conhecimentos em relação às doenças da Amazônia hoje



1.jpg Profissionais estrangeiros iniciam treinamento no Hospital Tropical

“O primeiro passo é conhecer onde moram, quais são os habitos, costumes, como se alimentam e a partir daí repassar informações que vão ajudar essas comunidades a previnir doenças”. Essa foi a declaração do médico portugues, Lázaro Freire, 46, que pretende usar a aproximação dos pacientes como estratégia para alcançar as metas do Estado.

Ele desembarcou neste domingo (15), às 18h45, no Aeroporto de Ponta Pelada, na base aérea de Manaus, Zona Sul, acompanhado de 63 médicos estrangeiros que atuarão no Estado por meio do Programa Mais Médicos, do Governo Federal. No total são 74 profissionais, sendo 61 de origem cubana e outros 13 deles de países, como Espanha, Portugal, Bolívia, Peru, República Dominicana, México, dentre outros.

O secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Antônio Alves, esteve no local para recebê-los. “Esses médicos estiveram durante três semanas, aprendendo mais sobre as aldeias indígenas que vão receber esses profissionais e estão ansiosos para começar o trabalho”, afirmou.

Nesta segunda (16) o grupo inicia o treinamento para atualização dos conhecimentos em relação às doenças da Amazônia. Segundo o secretário estadual de saúde, Wilson Alecrim, os conhecimentos principais envolvem os aspectos epidemiológicos das doenças infectoparasitárias e tropicais, típicas da região amazônica.

O treinamento será coordenado pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Fundação de Vigilância em Saúde (FVS). “A capacitação tem a proposta de ampliar os conhecimentos dos profissionais quanto às políticas de saúde preconizadas pelo Governo do Amazonas e sobre as especificidades do funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), no Estado”, informou o secretário.

Avaliação
Na avaliação do secretário, a região amazônica possui características epidemiológicas peculiares que a diferencia de outras regiões do Brasil e do mundo, como é o caso, por exemplo, da prevalência de doenças como dengue e malária, e que exigem maior atenção em períodos específicos. “Outro exemplo são as patologias com maior incidência no período de cheia dos rios. A acolhida é no sentido de incorporar esses profissionais”.



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