Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019
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Mais um prefeito do interior do AM pode sofrer cassação

A coligação Todos Unidos Pelo Bem de Nhamundá (PMDB, PSD, DEM, PTB, PT, PC do B e PRB) encabeçada pelo então candidato Israel Paulain (PMDB), segundo colocado no pleito, ingressou com Representação contra o prefeito alegando utilização de caixa dois, na campanha de 2012,



1.jpg O prefeito Nenê Machado, e o vice-prefeito, Cleudo Oliveira Tavares, o Mantegão, pode ter seus diplomas cassados pela justiça eleitoral
01/08/2013 às 21:04

A juíza Eleitoral da Comarca de Nhamundá, a  375 quilômetros de Manaus, Vanessa Leite, deverá decidir até sexta-feira (2), se acata ou não pedido de cassação dos diplomas dos mandatos do prefeito da cidade, Gledson Hudson Paulain Machado (PDT), o Nenê Machado, e do vice-prefeito, Cleudo Oliveira Tavares, o Mantegão, da coligação Unidos Por Nhamundá ( PHS,PDT,PSL,PPL).

A coligação Todos Unidos Pelo Bem de Nhamundá (PMDB, PSD, DEM, PTB, PT, PC do B e PRB) encabeçada pelo então candidato Israel Paulain (PMDB), segundo colocado no pleito, ingressou com Representação contra o prefeito alegando utilização de caixa dois, na campanha de 2012, uma vez que os valores de bens e serviços utilizados por ele na disputa do pleito teriam ultrapassado os limites de gastos declarados à Justiça a Eleitoral. O processo esta concluso para julgamento. “Na sexta-feira passada, fiz um despacho ao Cartório Eleitoral para saber se todas as diligências foram cumpridas. Esta semana, estou em Itapiranga, onde também respondo pela Comarca, mas até a sexta-feira ou no máximo até segunda deverei proferir a sentença sobre o caso”, afirmou a magistrada.

A Coligação Todos Unidos Por Nhamundá alega que ao declarar ter gasto para se eleger o valor equivalente a R$ 56,325 mil, Nenê Machado, estaria violando o artigo 30-A da Lei 9504/97, com a prática de vários ilícitos eleitorais. A representação cita que o prefeito utilizou barcos, caminhões, carros e um número excessivo de cabos eleitorais nas ruas com camisas e bonés “ desproporcional para uma campanha do interior”.

Além desse processo, o atual prefeito responde ainda a outra representação, com denuncia de compra de votos e ainda a uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo por abuso de poder econômico na campanha. Sobre a segunda representação  a juíza aguarda o resultado do laudo pericial da Policia Federal sobre um vídeo entregue a Justiça que comprovaria a autoria do ilícito.  Quanto a Ação de Impugnação o processo entrará na fase de alegações finais. “Até o final do mês de agosto todos esses processos deverão ter sido julgados”, completou a magistrada. Nenê foi eleito com 52, 62% dos votos. No caso de sentença desfavorável ao prefeito a Justiça Eleitoral terá que convocar nova eleição no município.

Acritica.com tentou ouvir o prefeito pelo telefone 93xx 80xx, mas as ligações caiam na caixa postal.

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