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Cotidiano
Reforço às exportações

Manaus contará com cursos para reforçar exportações de produtos

A intenção de reforçar as exportações com qualificação é iniciativa do Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior 12/06/2013 às 07:31
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Encontro sobre exportação reuniu especialistas e empresários na sede da Seplan
Olivia de Almeida Manaus

Com o objetivo de fomentar as exportações no Amazonas, o Plano Nacional de Cultura da Exportação (PNCE) prevê para este ano diversos eventos na cidade. O objetivo é capacitar  empresas, principalmente as de micro e de pequeno porte. O primeiro evento a ser realizado será uma oficina, que tem como data prevista 24 de julho, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), na Joaquim Nabuco, Centro.

Na terça-feira(11), durante a apresentação do PNCE, na Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Amazonas (Seplan-AM), diversos empresários e entidades participaram das discussões sobre o assunto. A falta de cultura exportadora foi o item apontado por eles como principal problema que leva o Amazonas a ficar na 16º posição no ranking de Estados exportadores.

De acordo com Marcelo Lima, gerente executivo do Centro Internacional de Negócios do Amazonas (CIN-AM) é preciso fomentar as exportações, enfatizando os produtos regionais, como a castanha, o açaí, a juta, a malva, o pescado, as fibras regionais e as polpas. “Muitas empresas do Polo Industrial de Manaus já exportam, mas elas possuem conhecimento e condições para isso, por serem multinacionais. Mas com o micro e pequeno empresários é diferente, é preciso que haja um suporte”, aponta.

Lima afirma que o CIN tem buscado promover cursos como forma de resolverem esse gargalo, mas a baixa frequência da classe empresarial nos eventos aliada à falta de apoio de empresas e entidades têm dificultado isso.

Avaliação idêntica foi feita pela representante da Coordenação-Geral de Comércio Exterior da Suframa, Sandra Almeida. “O Estado possui condições e produtos demandados no mercado exterior. Entretanto, falta um compromisso maior do empresário. É preciso ousadia, porque o Amazonas por si só já é atrativo lá fora, mas preciso ser explorado isso”, ressaltou.

Segundo o diretor do Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE), José Grosso, realmente o micro e pequeno empresário ainda está “engatinhando” quando o quesito é exportação. Na opinião dele é preciso que o empreendedor entenda a necessidade de exportar e não fique limitado ao mercado nacional. “Um produto amazonense é vendável lá fora, há muitas empresas aqui que têm a capacidade de exportar. É preciso apenas se preocupar em dar conta da produção e a imagem do produto”, frisa.

As empresas que possuem interesse em exportar e participar do PNCE devem procurar o departamento de comércio e serviços da Seplan Amazonas.

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