Segunda-feira, 29 de Novembro de 2021
Aniversário de Manaus

'Manaus precisa de cidadãos conscientes', afirma pesquisadora amazonense

A jornalista e pesquisadora em Sociedade e Cultura da Amazônia, Pâmela Eurídice, acredita que a capital amazonense conquistará recuperação total pós-pandemia com ações conscientes e ampla vacinação contra Covid-19



Sem_titulo_65DD7BBD-EE96-4E9D-9BB8-3C1FACBEA675.jpg Foto: Arquivo pessoal
24/10/2021 às 09:02

Manaus é uma cidade que reúne as mais diversas expressões artísticas e culturais. Além, é claro, de possui uma rica variedade gastronômica e pontos turísticos. Com a chegada da pandemia em março de 2020, todas essas formas de lazer e entretenimento tiveram que ser adiadas. E para que eventos não deixassem de serem realizadas, vários produtores culturais optaram pelo formato digital e remoto.

Com o avanço da vacinação na capital, dando sinal verde para a realização de eventos presenciais, aos poucos Manaus vai voltando a sediar grandes manifestações culturais como realizada antes da pandemia.



Entretanto, ainda há pessoas residentes de Manaus que resistem em não serem imunizadas contra Covid-19. Para a jornalista e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Pâmela Eurídice, a capital amazonense só conseguirá sair totalmente do pesadelo em que foi o período pandêmico, se os cidadãos manauaras forem conscientes.

"Ainda corremos riscos pelo negacionismo de muitos manauaras e o posicionamento de não se vacinar. Diante do que vivemos e do avanço da segunda dose da vacina, acredito que é momento de prevenção e cuidado para não haver disseminação de novos focos e variantes", destaca a pesquisadora.

 

Adaptação do ambiente doméstico

 

Além de Pâmela, seus pais e sua irmã residem na mesma casa. E com o decreto do isolamento social, foi necessário fazer uma série de adaptações em sua casa para que fosse possível prosseguir com as atividades de cada membro da família.

"Trabalhei remotamente e estudo de forma remota. São três professores e uma jornalista na minha casa, moramos em um apartamento, então, nosso maior desafio foi fazer com que o espaço se ajustasse para comportar a todos nós e nossas atividades. Transformamos dois ambientes em sala de reuniões virtuais e estúdio de gravações", descreve a jornalista.

Além do ambiente do trabalho remoto, Pâmela conta que sua família não deixou de reservar um espaço na casa para o lazer e exercícios físicos. Outro cômodo bastante usado pela pesquisadora foi a varanda de seu apartamento.

"Não fizemos reforma, mas compramos uma esteira para fazer exercícios físicos e assinamos mais três serviços de streaming. Como moramos em apartamento, todos os cômodos passaram a ser usados, eu, particularmente, passei a usar mais a varanda. Tornou-se o meu lugar favorito para reuniões, assistir cultos e chorar pensando em toda a situação pandêmica", ressalta Eurídice.

 

Tour por igrejas do Brasil

 

Um dos principais impactos causados na rotina de Pâmela Eurídice, que é cristã adventista, foi a impossibilidade de frequentar os cultos em sua igreja. Entretanto, assim como diversas atividades, as igrejas adotaram o modo virtual para a realização de cultos e missas ao redor do Brasil.

"Eu já me reunia virtualmente a trabalho, mas a pandemia me fez imergir completamente no cenário de reuniões, encontros e cultos presenciais. Sou adventista e, antes da pandemia, tinha o costume de pouco usar o celular aos sábados. Com o isolamento social, passei a visitar virtualmente muitas igrejas e a assistir cultos de diversos lugares", relembra.

 

Segurança fora de casa

 

Outra saudade que Pâmela Eurídice sente é de poder simplesmente sair de casa para fazer qualquer atividade externa. A jornalista conta que apesar do afrouxamento das medidas de restrição, ainda não se sente totalmente segura em por os pés fora de casa.

"Sentia falta de sair de casa. De andar na rua sem sentir que estou correndo risco de vida se tocar em qualquer lugar. Já saio de casa, mas ainda com receios e sem tirar a máscara nem para beber água. Mas se fosse destacar algo, acho que sinto falta de andar de ônibus. Não ando desde que foi decretado o lockdown em março de 2020", ressalta Pâmela.

Pâmela Eurídice acrescenta que para este aniversário de 352 anos de Manaus, seu maior desejo é que a capital amazonense consiga se recuperar do período pandêmico. Mas, para isso, todos os cidadãos precisam fazer a diferença.

"[Desejo que Manaus] consiga se recuperar economicamente e saudavelmente do que ocorreu nos últimos dois anos. [A cidade] merece também que seus cidadãos sejam conscientes de seu papel nesse processo de recuperação, afinal, as minhas e nossas ações fazem a diferença", finaliza.
 

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Repórter de A Crítica
Amazonense, nascido e criado em Manaus. Graduado em Jornalismo e mestrando em Antropologia Social, ambos pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

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