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Cotidiano
PNAD CONTÍNUA

Manaus tem a terceira maior taxa de desemprego do País, diz IBGE

Taxa de 16,8% na capital fica atrás apenas de Aracaju e Salvador; no Estado, total de pessoas sem emprego é de 240 mil, conforme a PNAD Contínua 22/11/2016 às 17:49
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Tendência é de crescimento do desemprego no próximo trimestre, conforme o IBGE (Foto: Arquivo AC)
acritica.com* Manaus (AM)

Manaus é a terceira capital do País com a maior taxa de desemprego, tendo 178 mil pessoas desocupadas, conforme dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira.

Conforme o estudo, que abrange os meses de julho, agosto e setembro, a taxa de desocupação é de 16,8% das pessoas em idade de trabalhar (1 milhão e 616 mil pessoas), o que representa cerca de 178 mil pessoas. Em taxa de desocupação, Manaus só fica atrás de Aracaju, com 18,3%, e Salvador, com 17%.

Conforme o IBGE, a taxa é medida pela quantidade de pessoas em idade de trabalhar e que tomaram alguma providência efetiva para conseguir um trabalho no período. Também são classificadas como desocupadas as pessoas não ocupadas e disponíveis para iniciar um trabalho na semana de referência que, no entanto, não tomaram providência efetiva para conseguir trabalho no período de referência de 30 dias porque já haviam conseguido trabalho para começar após a semana de referência.

Abrangendo os dados para a Região Metropolitana de Manaus, que inclui os municípios de Autazes, Careiro, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manacapuru, Manaquiri, Manaus, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Silves, a taxa apresenta uma variação para baixo e fica em 15,9%, mas o número de pessoas sem emprego sobe para 191 mil.

Em todo o Estado, a taxa de pessoas sem emprego ficou em 13,6%, um pequeno aumento em relação ao trimestre anterior que havia sido de 13,2%; com isso, o numero de pessoas sem trabalho em todo Estado alcançou 240 mil. De acordo com o IBGE, este número vem aumentando a cada trimestre em função das demissões e da entrada de novas pessoas na força de trabalho.

Por outro lado, o nível de ocupação que é representado pelo numero de pessoas ocupadas em relação as pessoas em idade de trabalhar, vem caindo a cada trimestre, acumulando queda de -1,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

O indicador população desocupada, pressionado pelas demissões e também por aqueles que entram no mercado teve aumento de 39,3% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, o que representou 68 mil pessoas a mais nessa condição.

Mais dados

A posição de ocupação é justamente a condição de contrato de trabalho celebrada entre o patrão e o empregado.  Nesse grupo, os empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada, foram aqueles que tiveram as maiores perdas na comparação com igual período do ano passado (-11.1%), ou seja, perda de 42 mil empregos; o setor público e o empregador tiveram queda de -4%, somando 9,9 mil empregos. Já entre as posições que tiveram incremento de mão-de-obra, destaque total para os trabalhadores domésticos (8,3%), trabalhador familiar auxiliar (6,9%) e conta própria (3,9%); sendo que esta ultima sozinha incrementou 19 mil postos.

 Serviços domésticos foi a atividade que mais incrementou mão-de-obra no terceiro trimestre (5,6%), o  equivalente a cinco mil novos postos de trabalho. Em seguida veio a industria geral com 5,6% ou nove mil empregos. Construção ficou com o pior desempenho no trimestre com -9% e perda de 9 mil empregos.

 No acumulado de um ano, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a atividade construção já acumulava perda de -16,5% e redução de dezenove mil postos de trabalho, liderando as quedas ocorridas em diversas atividades. Por outro lado, comércio foi a atividade que mais incrementou trabalhadores, foram 28 mil, um crescimento de 10,3%, muito em função da absorção de trabalhadores vindos de outras atividades para se refugiar no comércio através de um negócio próprio. Serviços domésticos também cresceram 8,5% comparado a 2015, e incrementaram 6 mil novos postos e trabalho.

Remunerações

 Considerando o rendimento médio habitual pela posição na ocupação; a PNAD Contínua apurou que os empregadores possuem a melhor remuneração com R$4.821,00 mensais. Vindo em seguida os empregados do setor publico com R$2.809,00. Os trabalhadores domésticos e os conta própria são os que possuem as piores medias (R$696,00 e R$887,00 respectivamente). Os empregados do setor privado foram aqueles que tiveram os maiores valores de queda dos seus rendimentos (-R$253,00) em um ano. Empregador foi a posição que teve maior aumento de rendimento (R$142,00).

 Quanto aos rendimentos, agricultura e serviços domésticos continuam sendo as atividades que pior remuneram seus trabalhadores (R$537,00 e R$696,00). Por outro lado, administração publica e informação e comunicação são aquelas atividades que melhor remuneram seus colaboradores (R$2.686,00 e R$2.144,00 de média salarial, respectivamente).

 Percentualmente, em um ano, foram os trabalhadores de transporte e armazenagem que tiveram as maiores perdas (-30,5%); no mesmo sentido alojamento e alimentação reduziu sua média salarial em -20,8%. Já considerando as perdas em valores monetários, os trabalhadores de transporte, armazenagem e correios lideraram as perdas com -R$527,00 em um ano; seguidos de alojamento e alimentação com -R$276,00.

*Com informações de assessoria

 

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