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Manifestação ‘Fora Dilma’ espera reunir 30 mil pessoas em Manaus

Depois dos atos em apoio à presidente Dilma Rousseff deontem, críticos do governo petista se organizam para contra-atacar 14/03/2015 às 09:29
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De acordo com a organização local, o movimento político é suprapartidário e pacífico
Natália Caplan Manaus (AM)

Cerca de 30 mil pessoas são esperadas para o “Movimento Fora Dilma” em Manaus, neste domingo, na avenida Eduardo Ribeiro, Centro. A concentração será na Praça do Congresso, às 8h, com início do evento às 9h30. De acordo com a organização local, o movimento político é suprapartidário e pacífico, em posicionamento pela saída da presidente e do Partido dos Trabalhadores (PT) do poder.

“Nas três páginas que organizamos no Facebook tínhamos, até esta sexta, mais de 28,5 mil pessoas confirmadas. Isso, fora algumas lideranças que confirmaram presença”, disse Bruno Raphael Matos, 26, um dos organizadores da mobilização na capital, ao ressaltar que serão colhidas assinaturas entre os participantes para serem enviadas à Câmara Municipal, Assembleia Legislativa e ao Congresso Nacional.

A ideia é pressionar os políticos de todo o Brasil para que se manifestem, em até cinco dias úteis, com uma resposta à sociedade sobre o escândalo da Petrobras e o pedido de impeachment. “Inclusive, queremos saber quem é responsável por essa série de escândalos. Os braços do ‘modus operandi’ estão sempre ali, na mídia, sendo punidos. Mas o mentor não aparece e ele tem que ser exposto”, enfatizou o economista.

Na opinião de Matos, a impugnação do mandato de Dilma não é a melhor alternativa, mas o começo de uma mudança efetiva no País. Ele comparou o ato com um doente que precisa tomar um remédio amargo e com efeitos desagradáveis, porém, necessário para buscar a cura. “A saída de Dilma é como um primeiro passo. Sabemos que o impeachment não é o ideal e terá efeitos colaterais, como um medicamento que precisa ser tomado”, declarou.

Um dos objetivos é acabar com a cultura de que o povo brasileiro de não se interessar por política e incutir, nas futuras gerações, a “conscientização política e exercício pleno da cidadania”. “Eu decidi me envolver com os protestos justamente porque eu estava cansado de ver a juventude omissa. Mas eu não quero que a nossa juventude seja marcada como os ‘Caras Pintadas’, porque o Lindberg Farias era o líder e, agora, está no PT, é senador e defende esses corruptos, ao lado do Collor. Não quero uma juventude oportunista. É por isso que eu luto”, afirmou o universitário Júlio Lins, 18.

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