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Manifestantes denunciam falta de interesse do poder público para investigar ameaças de morte em conflitos agrários

Aproximadamente 100 pessoas participaram de um ato público em frente da Praça dos Três Poderes,  em Iranduba, em protesto pelo assassinato da líder comunitária Maria das Dores Priante 19/08/2015 às 21:47
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Manifestantes cobram justiça no caso Dora Priante
Kelly Melo Iranduba (AM)

Cerca de  100 pessoas participaram de um ato público em frente da Praça dos Três Poderes, em Iranduba, em protesto pelo assassinato da líder comunitária Maria das Dores Priante.

Os movimentos sociais denunciam a falta de interesse do poder público para investigar as denúncias de ameaças morte em conflitos de terra na Região Metropolitana de Manaus.

Para o esposo da vítima, Gerson Priante, a manifestação é  um ato de coragem da comunidade. "Não podemos nos calar, embora o medo bata na nossa porta. Não podemos apenas chorar pelos nossos mortos, mas precisamos ir à luta", afirmou ele.

Foto: Antônio Lima

Além de representantes de movimentos sociais e moradores de comunidades onde os conflitos têm se tornado frequentes, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), deputado José Ricardo (PT), a deputada Alessandra Campelo (PCdoB), e os vereadores Waldemir José e Professor Bibiano, ambos do PT, participaram do ato e cobraram políticas públicas e ações mais efetivas do Estado para acabar com a violência e a regularização dessas terras que são habitadas há décadas.

Os manifestantes vaiaram a prefeitura e a Câmara Municipal de Iranduba, que, segundo eles, tem se mostrado omissa à causa. Ao fim do protesto, os manifestantes se dirigiram até a Igreja São João Batista, onde participam da missa de sétimo dia de Dora Priante, celebrada pelo arcebispo Dom Sérgio Castriani.

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