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Manifestantes fecham avenida para pedir que prefeito afastado de Beruri não volte ao cargo

Cerca de 80 pessoas fecharam trecho da av. André Araújo, em Manaus, em frente ao TJ-AM. Manifestantes têm receio de que prefeito consiga voltar ao cargo mesmo afastado pela Justiça 23/11/2015 às 14:32
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Manifestantes fecharam uma via da avenida André Aráujo, em frente à sede do TJ-AM
Saadya Jezine Manaus

Cerca de 80 funcionários públicos e representantes civis do município de Beruri (170 km de Manaus) bloquearam um trecho da avenida André Araújo, em Manaus, nesta manhã (23), durante manifestação em frente à sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM).

A principal reivindicação deles é o cumprimento da medida judicial que afasta o prefeito Odemilson Magalhães, o Demis (PSD) por 180 dias do exercício da sua função – para o andamento da investigação que acusa o representante de improbidade administrativa. O prefeito foi acusado de desviar R$ 3,5 milhões do Fundo Municipal de Previdência Social do Município de Beruri (Funpreb).

“Além desse desvio, temos provas que o prefeito deve R$ 600 mil à Caixa Econômica Federal. Ele não pagou três meses de empréstimo feito e pago pelos consignados, que estão agora com seu nome restrito”, destacou Ageu Lima de Oliveira, delegado sindical do Sindicato dos Trabalhadores em Educação dos Estado do Amazonas (Sinteam).

 “Os funcionários da saúde também estão sem receber”, afirmou Elis Regina, representante do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde) de Beruri.


Dos 80 manifestantes, quatro deles – os líderes Ageu Lima, Elis Regina e os vereadores Naidy Castro (PSDB) e José Roberto (PSC) – protocolaram uma nota de repúdio junto ao abaixo assinado, e também incluíram extratos dos consignados da Caixa Econômica e demais provas. O documento foi encaminhado ao desembargador João de Jesus Abdala Simões, no final desta manhã, na própria sede do TJ.

Representação

Na manifestação participaram grupos de Colônia dos Pescadores, Sindicato dos Pescadores do Amazonas (Sindpesca), dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), dos Trabalhadores Públicos da Área de Saúde do Amazonas (Sindsaúde), representantes de indígenas, de mototaxistas, de comerciantes e vereadores.

Os manifestantes contestaram a informação de que a viagem deles de Beruri a Manaus, bem como a hospedagem e alimentação, haviam sido custeadas pelo vice-prefeito Manuel Pinheiro Feitosa, que assumiu a administração do município com a saída de Odemilson Magalhães. “Foram fornecidos de todas as classes que estão representadas nesse ato”, enfatizou Ageu Lima.


Os representantes afirmaram que existe uma “quadrilha” que busca atrasar as investigações e prejudicar a manifestação da população, tanto em Beruri, quanto em Manaus.

“Em Manacapuru, o nosso ônibus foi parado duas vezes nos postos policiais. Segundo as autoridades, que fiscalizaram nossos pertencentes, um por um. A ação estava sendo realizada porque haviam recebido uma denúncia anônima dizendo que estávamos traficando quelônios e drogas”, destacou Elis. Apos a vistoria, e nada encontrado, os passageiros foram liberados, “No entanto, atrasaram a nossa chegada à capital em mais de duas horas”, complementou.

“Não podemos deixar que o prefeito retorne. Ele acabou com a receita do nosso município”, enfatizou Eliel Maciel, representante dos comerciantes do município. “A esperança é que ele (vice-prefeito) continue”, complementou Maciel.

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