Quarta-feira, 22 de Setembro de 2021
Cobrança

Marcelo Ramos cobra Bolsonaro sobre veto do Fundo Eleitoral

Ele quer uma resposta sobre o veto de acréscimo de R$ 5,7 bilhões ao Fundo Eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional



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27/07/2021 às 11:35

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Marcelo Ramos (PL), cobrou a promessa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de vetar a turbinada de R$ 5,7 bilhões no Fundo Eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional na semana passada.

Segundo Marcelo Ramos, o anúncio feito pelo presidente ontem que vai vetar um excedente de R$ 2 bilhões, acatando uma manobra de líderes de bancada governista que propôs um fundão de R$ 4 bilhões, dobrando os valores da eleição de 2020 que foram de R$ 2,5 bilhões é um “jogo de cena”.

“Desde que iniciou essa polêmica do (fundão), sempre alertei da minha desconfiança de que o presidente estava fazendo um jogo de cena para através de seus líderes aprovar os cincos R$ 5,7 bilhões vetar e apresentar uma proposta de R$ 4 bilhões sob o argumento que estaria reduzindo. Quando na verdade ela estaria mais que dobrando  o Fundo Eleitoral dos atuais R$ 1,7 bilhões”, declarou Ramos.

Nesta segunda-feira, o presidente anunciou na saída do Palácio do Planalto a apoiadores que vai acatar a manobra da base de apoio dele que apresentou uma proposta de financiamento eleitoral de meio termo de R$ 4 bilhões. Ramos emenda pedindo que Bolsonaro cumpra a palavra de “vetar tudo”. “Não precisou de muito tempo para a máscara do presidente cair e ficar claro que ele sempre desejou e deseja o aumento do fundo eleitoral. Bolsonaro cumpra a sua palavra. vete tudo”.

Na semana passada, Marcelo Ramos atribuiu a Bolsonaro adição de R$ 5,7 bilhões ao fundo eleitoral depois que o presidente acusou o deputado de atropelar o regimento do Congresso ao presidir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Ele explicou que os líderes do presidente na Câmara e no Senado trabalharam para que a votação da LDO com o reforço na dotação orçamentário do fundão não fosse votada nominalmente.

De acordo com Ramos, que reconheceu que a LDO não continha essa previsão de recursos ao fundo eleitoral, Ricardo Barros e Eduardo Gomes pediram votação nominal do texto principal da proposta orçamentária do governo para que o destaque do partido Novo que questionava a turbinada no fundão não pudesse ser votado de forma nominal. Ao pedir votação nominal, outro pedido do mesmo tipo só pode ser feito depois de uma hora.

Dos 11 congressistas do Amazonas, seis votaram pela aprovação da LDO de 2022. Os únicos votos contrários foram do senador Plínio Valério (PSDB) e do deputado federal José Ricardo (PT).

Marcelo Ramos avalia que a tentativa do presidente em culpá-lo pela aprovação dos recursos ao fundão, quase triplicando o fundo de financiamento para a campanha eleitoral de 2022 surge depois que bolsonaristas, incluindo os filhos do presidente, foram criticados por ajudar a aprovar a LDO com a turbinada ao fundo eleitoral e depois reprovar a reserva dos recursos nas redes sociais.

"Nessa caso (não existe veto parcial), porque diferente dos outros anos em que o fundo eleitoral era um valor. Neste ano, eles colocaram 25% do orçamento da Justiça Eleitoral, então se vetar fica zero, não tem como diminuir de 25% para 10%. Ninguém vai ter dinheiro (para fazer campanha eleitoral em 2022)", advertiu a Tiradentes.

No domingo (18), ao tomar alta depois de quase uma semana internado por uma obstrução intestinal, o presidente Bolsonaro responsabilizou Ramos pela aprovação do fundão multimilionário. Conforme Bolsonaro, Marcelo atropelou a votação e não colocou o destaque do fundão em votação.




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