Domingo, 13 de Junho de 2021
CRÍTICAS

Marcelo Ramos critica decisão do Exército de não punir Pazuello

"O Exército decidiu que agora militar pode participar de manifestações políticas como bem entender. Isso não será bom para uma instituição que tem o respeito do povo brasileiro”, alertou



MarceloRamos-Marcelo-Ramos-Previdencia-Social-308-1-scaled_BCB29D42-7B8E-46AA-A2CD-787D6E15959D.jpg Foto: Divulgação
04/06/2021 às 10:20

Dos 11 congressistas do Amazonas no Congresso Nacional, apenas o vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Marcelo Ramos (PL), criticou a não punição do Exército Brasileiro pela participação do ex-ministro da saúde, general da ativa, Eduardo Pazuello, em um ato político promovido por Bolsonaro no Rio de Janeiro, no último dia 23.

“O Exército não decidiu arquivar a denúncia contra Pazuello. O Exército decidiu que agora militar pode participar de manifestações políticas como bem entender. Isso não será bom para uma instituição que tem o respeito do povo brasileiro”, alertou.



No meio político, a condenação uniu independentes e a oposição nas duas Casas do Congresso. O ministro Marco Aurélio Mello, decano do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta quinta-feira (3) que "o sentimento é de perplexidade" após o comando do Exército decidir livrar o general da ativa Eduardo Pazuello de punição por ter participado de um ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O ex-ministro da Saúde, que foi nomeado nesta semana para um cargo de confiança na Presidência, chegou a subir em um trio elétrico para ficar ao lado do chefe do Executivo. No dia 23 de abril, quando o presidente Bolsonaro visitou Manaus para inaugurar um prédio anexo ao Centro de Conveções Vasco Vasques, a comitiva presidencial composta por ministros ovacionou o ex-ministro pelo desempenho frente à pasta. 

Foi na gestão Pazuello que no dia 14 de janeiro, durante a segunda onda de covid-19, que pacientes graves de covid-19 começaram a morrer no Amazonas por falta de oxigênio. Ao depor sobre o caso, na CPI da Pandemia do Senado, Pazuello minimizou a falta de oxigênio responsabilizando o estado e o fornecedor do insumo White Martins e disse que oxigênio só falta por três dias, despertando a ira do presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD) e do senador Eduardo Braga (MDB), que compõe a CPI como membro efetivo. 

Marcelo Ramos foi eleito vice-presidente da Câmara na chapa do deputado federal Arthur Lira (Progressistas-AL), que apoia as pautas do presidente, inclusive a pauta do voto impresso. No entanto, Ramos tem adotado uma postura descolada de Lira condenando as posturas do governo Bolsonaro. 

Segundo a corporação, "não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar" por parte de Pazuello. Com a decisão do comandante Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, o processo disciplinar foi arquivado.

O Regulamento Disciplinar do Exército e o Estatuto dos Militares proíbem a participação de militares da ativa em manifestações políticas a qualquer tempo.

Por causa da passagem no Ministério da Saúde, Pazuello responde uma ação de improbidade administrativa aberta pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF), que apura omissão na falta de oxigênio em Manaus.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.