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Cotidiano
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Maria e José são os nomes mais comuns no Amazonas, revela IBGE

Também estão no topo da lista do Projeto Nomes do Brasil no Estado Ana, Francisca, João e Antônio 27/04/2016 às 14:16 - Atualizado em 27/04/2016 às 14:18
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Foto: Reprodução/Internet
acritica.com Manaus (AM)

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela nomes mais frequentes no Amazonas. Para as mulheres, o nome preferido é Maria, com frequência de 173 mil pessoas. Já para os homens, o mais comum é Jose, com 68,9 mil pessoas.

Para o sexo feminino, Maria e Ana se mantêm estáveis em primeiro e segundo lugar, respectivamente, para todas as décadas pesquisadas. Na terceira posição, Raimunda aparece até a década de 1970, Adriana nos anos 1980, Jéssica na década de 1990 e Fernanda nos anos 2000.

Para o sexo masculino, José e Francisco aparecem em primeiro e segundo lugar, respectivamente, até a década de 1980. Na década de 1990, Antonio subiu à segunda posição. Já nos anos 2000, Joao ficou em primeiro e Jose apareceu na segunda posição. José manteve a primeira posição desde os anos de 1920 até 1990, quando perdeu posição para João.

O estudo permite ainda identificar nomes comuns até a década de 1930 que caíram em desuso nos anos 2000. Nomes como Rosa, Joana, Sebastiana e Josefa que antes de 1930 apareciam numa proporção alta em relação ao total de nomes; nos anos 2000 tiveram quedas significativas. Para o sexo masculino, Sebastião, Joaquim, Vicente e Valdemar, caíram bastante seu uso nos anos 2000.

Já em relação à década de 1950, deixaram de ser utilizados nomes como Raimunda, que caiu de 2.881 para 490 registros nos anos 2000; Francisca caiu de 2204 para 1151. Para os homens, caíram em desuso os nomes Francisco, que possuía 3.792 registros nos anos 1950 e caiu para uma frequência de 3.682 nos anos 2000; e Raimundo, que passou de 4.280 na década de 1950 para 1.452 nos anos 2000. 

Por outro lado, ganharam popularidade nos anos 2000 nomes como Lucas, Gabriel, Daniel, Mateus e Felipe. Em relação à década anterior, foram registradas 4.055 pessoas a mais com o nome Lucas; 5.452 pessoas a mais com o nome Gabriel; 1.089 registros a mais para Daniel. Larissa, Debora tiveram grandes crescimentos a partir da década de 1980; nomes que nem existiam até 1940.

Nomes no Brasil

Levantamento inédito do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que o nome próprio mais comum no Brasil é Maria. Segundo o órgão, 11,7 milhões de brasileiras tem esse nome. É mais que o dobro de pessoas chamadas José, o nome de 5,7 milhões de homens brasileiros. A informação é do Projeto Nomes no Brasil, divulgado hoje (27).

Baseado no Censo de 2010, o levantamento compilou 130.348 nomes, durante as entrevistas em domicílios, sendo a maioria nomes de mulheres: 72.814 – que representam mais da metade da população do país. O terceiro nome mais comum no país também é de mulher: Ana.

A compilação do IBGE revela os nomes mais frequentes por décadas de nascimento desde 1930, permitindo saber quais entraram e saíram de moda em cada período da história.

Influência de famosos

A partir dos anos 2000, por exemplo, se tornaram populares nomes como Caua, Rian, Enzo, Kailane e Sophia – grafado da mesma forma que o da atriz italiana, ícone do cinema, Sophia Loren.

O coordenador do Projeto Nomes do Brasil, Carlos Lessa, confirma que os famosos influenciam as escolhas das famílias brasileiras, mas que essa relação nem sempre é clara. “Não temos certeza absoluta que é por esse fenômeno, mas tem indício. Por exemplo, Romário teve um crescimento na década de 1990, mas depois veio caindo, o que nos leva a crer que é por causa da Copa do Mundo, do momento do jogador, mas é sempre uma suposição”, ponderou.

Outra influência que parece ter vindo da televisão, na década de 1990, quando a novela Explode Coração foi ao ar na TV Globo, é o nome Dara, da personagem principal – interpretada por Teresa Seiblitz– , que cresceu 4.592% depois da novela em relação à década anterior.

Segundo Lessa, no caso de Dara, a relação parece ser mais forte, porém não está clara, como no caso de Sophia, quando a atriz italiana fez mais sucesso antes de 2000.

Para o coordenador, está confirmado que os brasileiros se inspiram em nomes biblícos. Os nomes que fazem referências ao cristianismo nunca saem do topo do ranking, como José, João, Francisco, Pedro, Paulo e Lucas. “Gabriel vem logo depois, demonstrando que a influência cristã é muito forte nos nomes”.

Nomes ao longo das décadas

Ao longo dos anos, alguns nomes passaram a fazer menos sucesso. No caso das mulheres, Marcia, Adriana e Juliana, frequentes nas décadas de 1960, 1970 e 1980, foram substituídos por Jessica, nos anos 1990, e Vitoria em 2000, embora Maria e Ana, sempre aparecem entre os preferidos.

Neusa e Terezinha, frequentes na década de 1950, perderam espaço. Assim como Alzira, Oswaldo e Geralda, recorrentes nas primeiras décadas do século 20.

Para homens, Jose e Antonio, que eram os mais populares até 1980, perderam lugar para Lucas na década de 1990 e João nos anos 2000. Gabriel também apareceu mais recentemente.

No levantamento, o IBGE não considerou sinais como acentos e cedilha. A perspectiva do órgão é aprofundar a pesquisa dos nomes no próximo Censo, previsto para 2020.

Metodologia

O levantamento foi feito em todo o País, com base no Censo Demográfico 2010. As informações disponibilizadas estão organizadas por sexo, para Brasil, unidades da federação e municípios. O levantamento também aponta os nomes mais frequentes até 1929 e por década de nascimento a partir de 1930, possibilitando identificar nomes que entraram e saíram de moda e aqueles que aparecem de maneira mais constante.

No projeto são apresentados somente os nomes que apareçam 20 vezes ou mais para o total Brasil. Para unidade da federação se exige uma frequência de ao menos 15 nomes iguais e, para os municípios, se exige uma frequência de ao menos 10 nomes. Por esta razão, o total do Brasil para alguns nomes pode não ser igual à soma das unidades da federação, assim como o total das unidades da federação de alguns nomes pode não ser igual à soma de seus municípios.

O projeto Nomes no Brasil tem por base as listas de moradores dos domicílios em 31 de julho de 2010, data de referência do Censo 2010. Foram registrados obrigatoriamente o primeiro nome e o último sobrenome de todos os moradores do domicílio e, havendo mais de um morador com primeiro e último nomes iguais, foram registrados os outros nomes que permitissem distingui-los.

As formas variantes dos nomes foram contabilizadas distintamente, conforme registradas na lista de moradores do domicílio no momento da coleta do questionário. Desse modo, nomes como Ana ou Anna, Ian ou Yan, Luis ou Luiz, entre outros, foram considerados isoladamente, com a grafia original da coleta. Também não foram previstos sinais como acentos, cedilha, trema e til (por isso os nomes citados estão sem esses acentos).O projeto Nomes no Brasil está disponível no link  http://censo2010.ibge.gov.br/nomes.

*Com informações da Agência Brasil

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