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Marina rebate críticas e diz que não é contra a recuperação da BR-319

Presidenciável escreveu carta à população do Amazonas afirmando que suas palavras, na visita de domingo, foram deturpadas 27/09/2014 às 10:25
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Marina Silva visitou Manaus no último domingo (21)
JANAÍNA ANDRADE ---

O PSB divulgou, ontem, uma carta da presidenciável  Marina Silva  aos amazonenses na qual ela afirma que não é contra a recuperação da BR-319, rodovia que ligará  Manaus a Porto Velho.  A carta, lida pelo candidato ao Governo do Estado, Marcelo Ramos, durante coletiva de imprensa, informa  que a ex-senadora é a favor do projeto.

Durante sua visita a Manaus, há uma semana, Marina questionou a viabilidade econômica da rodovia. “A BR 319, até hoje, não provou sua viabilidade econômica, social e ambiental. Qualquer empreendimento, para ser feito, precisa dessa comprovação”, disse a ex-senadora em entrevista no Museu da Amazônia no domingo.

Essa declaração provocou críticas à presidenciável  nas redes sociais. Segundo Marina,  veicularam inverdades sobre suas opiniões quanto à recuperação da BR-319. Na carta, ela afirma que os ataques que vem sofrendo na Internet tratam de informações que visam denegrir a sua imagem e denotam “o desespero dos adversários e seus vocalizadores”.

“O que afirmei, quando aí estive recentemente, e que agora reitero, é que o projeto (BR-319) precisa comprovar sua viabilidade econômica, social e ambiental. Os estudos devem demonstrar que essa é a melhor alternativa de transporte entre Porto Velho e Manaus e apresentar medidas concretas que serão adotadas a fim de se evitar prejuízos sociais e ambientais associados ao desmatamento e à ocupação desordenada no entorno da rodovia”, declarou.

Após a leitura da carta,  Marcelo Ramos ressaltou que o atraso nas obras da rodovia não é culpa de Marina. “Essa fatura não é da Marina, os governantes do Estado do Amazonas tiveram tempo e não fizeram, e agora tentam transferir as suas responsabilidades e incompetências pela não execução desta obra, mas para nós eles não vão conseguir transferir”, afirmou.

Qualquer custo

Marcelo Ramos afirmou não ter existido nenhum posicionamento da candidata que declarasse ser contrária à recuperação da BR-319. “Mas ela, como qualquer cidadão minimamente responsável, não defende que a obra seja feita a qualquer custo. A obra precisa ser precedida por estudos de impacto de viabilidade ambiental, econômica e social absolutamente consistente, e que nos dê a garantia de que ela será um novo vetor de desenvolvimento e de integração nacional para o nosso estado, e que não um vetor de desmatamento daquela área que ainda é de floresta virgem”, disse o parlamentar.

Na carta, Marina promete retomar o Plano Amazônia Sustentável, que desenvolveu enquanto estava no Ministério do Meio Ambiente, baseado em cinco eixos estratégicos: programas de desenvolvimento sustentável, gestão ambiental e ordenamento territorial, inclusão social, infraestrutura e um novo padrão de financiamento para região. A candidata finalizou dizendo que o desenvolvimento não pode ser realizado a qualquer custo com ganhos exacerbados para poucos e perversos para maioria, a partir da destruição de recursos naturais.

Personagem - Candidata a presidente Marina Silva

‘Faltou empenho’

Marina Silva disse, na carta, que os amazonenses deveriam se questionar o porquê do Governo Federal não cumpriu o que promete, pois anunciou a recuperação da BR-319 em 2005 e seu início para o final de 2008, o que não aconteceu.

“Seis anos e quatro meses após a minha saída do Ministério do Meio Ambiente, o processo de licenciamento da BR 319 encontra-se paralisado, porque ainda perduram inconsistências no estudo. Faltou empenho das autoridades competentes nas esferas federal e estadual para a condução a contento desse projeto”, lembrou Marina.

Para a presidenciável, dirigente público comprometido com o interesse da sociedade e responsável pelo dinheiro do contribuinte age com retidão. “No período em que fui ministra do governo Lula, entre janeiro de 2003 e maio de 2008, a pasta do Meio Ambiente emitiu licenças complexas e polêmicas”.

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