Quinta-feira, 20 de Junho de 2019
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Marinha faz alerta a passageiros para evitar acidentes nos rios do Amazonas durante as férias

Objetivo das ações de fiscalização é, principalmente, coibir o excesso de passageiros e cargas nas embarcações; entre as medidas adotadas pela Marinha estão multas e a suspensão da carta náutica dos condutores



1.jpg O barco é o principal meio de transporte para os interiores do Amazonas
06/01/2016 às 20:35

Com a chegada das férias prolongadas, o número de pessoas que optam  viajar por meio dos transportes fluviais para o interior do Estado aumenta. Mas, segundo o Comando do 9º Distrito Naval da Marinha do Brasil, para uma viagem segura e rápida, é necessário seguir alguns requisitos básicos de segurança.

Entre elas estão observar a lotação máxima de passageiros, se a embarcação é regularizada perante a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) e dispõe de coletes salva-vidas. Além disso, os pais ou responsáveis por crianças devem solicitar nas embarcações os coletes próprios para essa faixa etária. Pelo menos 10% da capacidade da embarcação deve estar dotada de coletes infantis, alerta a Marinha.

A proprietária de embarcação Alcineia Silva, 40, que faz linha para o Município de Novo Airão, confirma - e comemora - o aumento no fluxo de passageiros neste período do ano. Apesar do bem vindo aumento na renda, ela garante não descuidar da segurança. Segundo Alcineia, os tripulantes receberam treinamento e seguem toda regulamentação necessária para não oferecer riscos aos usuários. “Em todas as viagens a embarcação é submetida à fiscalização da Marinha”, esclarece.

O estudante Eliandro Salins, 17, costuma viajar com o irmão mais velho para o Municipio de Urucará, onde a família mora. Ele aproveita as férias para visitar os familiares e garante ficar atento à questão da segurança na hora de optar pelo serviço. “Olho sempre os coletes, se está organizado e se a lotação é a permitida”, conta o adolescente, que viaja tanto de barco como de lancha.

De acordo com o 9° Distrito Naval, o comandante é o responsável pela operação e manutenção da embarcação em condições de segurança, extensivas à carga, aos tripulantes e às demais pessoas a bordo, e aos demais procedimentos. As determinações são previstas pela Lei nº 9.537, de 11 de dezembro de 1997, que dispõe sobre a segurança do tráfego aquaviário, e pelo Decreto nº 2.596 de 18 de maio de 1998, que a regulamenta.

Mas os passageiros podem denunciar quaisquer irregularidades à Capitania por meio do telefone 0800 280 7200 e do Whatsapp (92) 993025040.

Fiscalizações

Ainda segundo a Marinha, desde dezembro a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental vem intensificando a fiscalização das embarcações nos rios do Amazonas.

O objetivo, explica o órgão, é coibir, principalmente, o excesso de passageiros e cargas nas embarcações. Entre as medidas adotadas pela Marinha estão multas e a suspensão da carta náutica dos condutores.  As embarcações utilizadas nos balneários locais devem seguir os mesmos cuidados, além do uso obrigatório de colete salva-vidas para os condutores e passageiros de motos náuticas.

“A CFAOC alerta as embarcações para cumprirem com seus limites de passageiros e cargas, evitando o constrangimento de retornar ao porto, atrasando a viagem dos passageiros, bem como a autuação da embarcação e a retenção da carteira profissional dos seus condutores”, alerta o 9° Distrito Naval.

Mapear rios aumentará segurança

Uma parceria entre Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e Marinha está mapeando cerca de 9,5 mil km² das principais hidrovias navegáveis da região amazônica.

Para tanto, foram produzidas ou atualizadas cartas náuticas. O objetivo é ampliar a segurança da navegação nos rios do Amazonas e também dos Estados do Amapá, parte do Acre, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Roraima.

As cartas são elaboradas desde 2008, dentro do Projeto Cartografia da Amazônia, que também elabora cartas geológicas e terrestres.

As cartas náuticas, em papel ou eletrônicas, são produzidas a partir de seis navios de pequeno porte, os navios hidroceanográficos fluviais. Quatro deles foram construídos com recursos do Projeto Cartografia da Amazônia e entregues, em 2012 e 2013, pelo Censipam à Marinha. Os navios possuem acoplados a si um sensor, o batímetro, capaz de emitir ondas eletromagnéticas para mensurar a profundidade dos rios.  

Orientações para os passageiros

Só viajar em embarcações regularizadas perante à Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental;

Verificar a existência do material de salvatagem, como coletes e boias;

Checar coletes salva vidas próprios para crianças, se houver necessidade;

Olhar a validade e localização do extintor de incêndio;

Observar o estado de conservação da embarcação;

Verificar se os condutores são habilitados;

Não viajar com excesso de lotação de passageiros;

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