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Massami Miki assume mandato na Câmara Federal e vai ganhar R$ 171 mil sem trabalhar

Vereador irá faturar R$ 171 mil sem trabalhar, já que, em janeiro, que conta como 'último mês de trabalho' da legislatura passada, a Câmara não debate projetos nas comissões e nem realiza sessões e votações no plenário 05/01/2015 às 18:11
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Vereador foi segundo suplente de Henrique Oliveira na coligação do PR e PSL nas eleições de 2010
Raphael Lobato Manaus (AM)

Prestes a assumir um mandato relâmpago na Câmara Federal como segundo suplente de Henrique Oliveira, o vereador Massami Miki (PSL) afirmou nesta segunda-feira (5) que se dispôs a ocupar a vaga porque “sempre tive sonho de ser deputado federal”. Em um mês, Massami irá faturar R$ 79,1 mil sem trabalhar, já que, em janeiro, a Câmara não debate projetos nas comissões e nem realiza sessões e votações no plenário.

"Eu sempre tive o sonho de ser deputado federal, é um sonho meu. Tanto que nunca me candidatei a deputado estadual, só a federal. Então, eu gostaria de realizar, nem que seja por apenas 20 dias, assim como também já fui prefeito em exercício. São coisas que ficam no meu currículo”, disse o vereador ao A Crítica, por telefone.

Até o fim da tarde de segunda, o ex-secretário municipal de Educação (Semed), Humberto Michiles (PSDB), ainda não havia se licenciado do mandato que tomou posse na última sexta-feira (2). O tucano é o segundo suplente do ex-deputado Henrique Oliveira (SDD), que deixou a bancada para tomar posse como vice do governador José Melo (Pros) na semana passada.

O acordo é que Michiles peça afastamento tão logo assuma o mandato na Câmara para que Massami Miki possa ocupar a vaga sem precisar renunciar a cadeira na Câmara Municipal de Manaus (CMM). A manobra impede que o PT, dono da quarta suplência, assuma a vaga e recompensa Massami por ter votado a favor do prefeito Artur Neto (PSDB) na disputa pela presidência da CMM.

Por um mês de mandato, Massami irá faturar R$ 171 mil com o Congresso totalmente paralisado. Além do salário de R$ 26,7 mil, ele terá direito a mais R$ 78 de verba de gabinete, R$ 39 mil de Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) e da ajuda de custo no início e no fim da passagem, no mesmo valor do salário.

O vereador diz que tem planos para o mandato relâmpago. “O congresso não precisa funcionar. Eu quero ao menos ir até o Ministério da Cultura para deixar registrada a proposta de criar o museu da Zona Franca de Manaus. Não há nada que conte essa história na cidade”, declarou.

O oposicionista é o segundo beneficiado pela emenda à Lei Orgânica do Município (Loman), aprovada em 2013, que permite que vereadores assumam vagas no Congresso, quando há licenciamento, sem precisar renunciar ao mandato. O primeiro foi o vereador Plínio Valério (PSDB), terceiro suplente do deputado Paurdeney Avelino (DEM).


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