Sábado, 24 de Agosto de 2019
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Matador do filho de 2 anos sofre ameaça de morte em Manaus

Defesa pede medida cautelar para manter Diego Oliveira, que espancou e matou junto com a esposa o filho de 2 anos, em local seguro até o julgamento do caso



1.jpg Diego agrediu o filho de dois anos e 11 meses com cabo de vassoura e depois a criança continuou sendo espancada pela mãe, Sara Lopes, também presa
08/10/2014 às 08:58

A defesa de Diego Oliveira, preso desde o dia 11 do mês passado na unidade prisional Centro de Detenção Provisória (CDP), teme pela segurança dele caso seja colocado em celas com os demais presos. Ontem pela manhã, o advogado dele, Eguinaldo Moura deu entrada no cartório da 1ª Vara do Tribunal do Júri com um pedido de medida cautela em favor do preso para que ele seja mantido em um local seguro pelo menos até o julgamento.

Diego é acusado de agredir e matar, junto com a mulher Sara Lopes, o filho deles, Daniel Carlos Castro Lopes, de 2 anos e 11 meses. A criança morreu depois de ter sido espancada com cabo de vassoura, vários tapas e ainda com uma pancada com a jarra de um liquidificador.

A juíza da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Mirza Telma Oliveira, explicou que muito embora não seja da sua competência a atividade de administração da execução da pena, não pode escapar do controle jurisdicional a reconhecida incapacidade do Estado em fazer dos estabelecimentos penais locais seguros e de ressocialização. Portanto, determinou que Diego fosse mantido em um local seguro que garanta a sua integridade física. De acordo com o advogado, no dia que Diego entrou na cadeia houve manifestação dos presos contraria a presença dele ali. O mesmo chegou a sofrer agreções físicas que lhe renderam escoriações pelo corpo. Atualmente Diego está preso isolado sem manter contato com os demais, segundo o advogado, por motivos de segurança.

Rejeição

Conforme relato do advogado, a rejeição a Diego no CDP é grande ao ponto de ele correr risco de morte até mesmo se colocado junto com qualquer outro preso, inclusive com estupradores, considerados autores dos crimes mais abomináveis dentro das cadeias. Segundo a denúncia apresentada pelo promotor da 2ª Vara do Tribunal do Júri Evandro da Silva Isolino, o crime praticado pelo casal foi classificado como homicídio qualificado praticado por motivo fútil, com requintes de crueldade e sem dar chance de defesa à vítima.

Conforme o promotor, o filho do casal sempre sofreu maus-tratos. No dia do crime, Daniel Carlos estava brincando na frente de casa e, ao vê-lo, Diego o colocou para dentro de casa iniciando uma sessão de espancamento com um cabo de vassoura. Quando a mãe do menino chegou do trabalho e foi dar comida para ele, a criança começou a vomitar e ela, então, passou também a espancá-lo, dizendo que ele estava estragando comida, chegando a quebrar o copo do liquidificador na cabeça do filho. A criança ainda foi levada ao pronto socorro, mas sofreu três paradas cardíacas e morreu.

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