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Cotidiano
Protesto nas ruas

Com a cidade em clima de insegurança, ato 'Maués Pede Paz' ocorre neste sábado

A mobilização está marcada para o sábado (10), às 16h, na bola da Praça de Alimentação, localizada no Centro da cidade. 08/09/2016 às 21:24 - Atualizado em 09/09/2016 às 06:28
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Os organizadores da manifestação criaram na quinta-feira a tarde, além de um grupo no WhatSapp, um evento no Facebook intitulado ‘Maués Pede Paz’.
Janaína Andrade Manaus

A precariedade na segurança pública somada a uma série de assaltos e até mesmo um caso de assassinato levou um grupo de comerciantes do município de Maués (a 267 quilômetros de Manaus) a organizar uma manifestação pacífica intitulada ‘Maués Pede Paz’. 

A mobilização está marcada para o sábado (10), às 16h, na bola da Praça de Alimentação, localizada no Centro da cidade. 

Além de assaltos a estabelecimentos comerciais, Unidades Básicas de Saúde (UBS), a sede do Partido dos Trabalhadores (PT) e o escritório jurídico que cuida da campanha de reeleição do prefeito Padre Carlos Góes (PT) foram invadidos e depredados. Na terça-feira (6) o segurança do prefeito, Darcy Nildo dos Santos Marinho, foi assassinado com uma facada no peito. 

Organizador do ato e comerciante há cinco anos, Gledson Holanda Gama, 34, afirmou que o ato é apartidário e que os manifestantes usarão camisetas brancas. “Além de ser uma cor apartidária, sem teor político algum, representa também a cor da paz, que é o que buscamos. O nosso município há meses serve como rota de fuga ou esconderijo para assaltantes e homicidas, e esses casos de violência não iniciaram no período de campanha eleitoral, foi bem antes”, defendeu.

Gledson relatou que já teve estabelecimentos comerciais seus assaltos duas vezes. “O primeiro caso ocorreu há três meses e colocaram uma arma na cabeça do meu pai, mas graças a Deus ele entregou o que tinha e foram embora. O segundo caso foi numa loja de conveniência e foi mais rápido, mas também estavam armados e ameaçaram meu funcionário”, relatou. 

Para o comerciante, é necessário, além de mais policiais, um sistema de segurança integrada, que inclua câmeras de monitoramento na cidade.  “As rotas de fuga de Maués são conhecidas. Se a polícia já tem esses pontos identificados, porque não monitorar? Seria mais fácil para identificar os criminosos. A gente sabe que o trabalho dos policiais não é fácil, que eles se viram, muitas vezes não tendo estrutura para trabalhar, e queremos mostrar que estamos ao lado da lei e dispostos a nos unir para dizer ‘Basta!’”, disse. 

Proprietário de um restaurante em Maués, Breno Almeida, disse não ter sido assaltado até hoje, mas que não quer contar com a sorte.  “Não tem policiamento suficiente na cidade, o que tem é pouco. Vários amigos nossos, que são comerciantes, já foram assaltados. Não dá para contar com a sorte. A gente sabe que essa situação não está ocorrendo somente em Maués, mas queremos respostas”, afirmou Breno.

Reforço

O prefeito de Maués, Carlos Góes (PT), conhecido como Padre Carlos Góes, encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE/AM), a Secretaria de Segurança Pública (SSP/AM) e ao Governo do Estado, ofícios onde pede que seja enviado reforço policial ao município. 

Ontem, a Secretaria de Estado de Comunicação Social (secom) informou que o chefe da Casa Civil, Raul Zaidan, encaminhou a SSP/AM e a Polícia Militar (PM) pedindo as “devidas providências”.  

O diretor-geral do TRE-AM Messias Andrade, informou que o caso do município de Maués será analisado juntamente com a SSP/AM.  

“Vamos analisar as possibilidades. O fato é que já vai efetivo policial de reforço para lá. Tanto civil, como militar e federal. Antes mesmo do ocorrido (assassinato no segurança do prefeito) já tínhamos nos alinhado com a juíza eleitoral de Maués, Dinah Fernandes”, disse o diretor-geral.

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