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Maus Caminhos: procurador diz que depoimentos confirmam denúncia do MPF

Testemunhas de acusação da ação resultada com desdobramentos da operação Maus Caminhos foram ouvidas na última segunda-feira (23). José Melo, Edilene Oliveira, e ex-secretários são réus no caso 28/04/2018 às 12:09 - Atualizado em 28/04/2018 às 12:12
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Foto: Gilson Melo/Arquivo AC
Larissa Cavalcante Manaus (AM)

O procurador da República Alexandre Jabur disse, em entrevista, que os depoimentos de testemunhas de acusação na ação penal que resultou das operações Custo Político e Estado de Emergência, desdobramentos da Maus Caminhos, corroboraram a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). As testemunhas foram ouvidas na sede da Justiça Federal na última segunda-feira (23).

“As oitivas (depoimentos) foram positivas no sentido de corroborar, comprovar alguns fatos que são importantes para acusação. As testemunhas não tinham a finalidade de trazer todos os elementos de provas os quais nós embasamos a acusação, mas tem alguns elementos laterais que são importantes. Posso afirmar que as testemunhas trazem os elementos que vão ao encontro do que foi dito na denúncia“, afirmou o procurador.

Em fevereiro, a titular da 4ª Vara Criminal da Justiça Federal, a juíza federal Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, relatora do processo oriundo da Operação Maus Caminhos, aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-governador José Melo, a ex-primeira-dama Edilene Oliveira e cinco ex-secretários. Os envolvidos, segundo o MPF, receberam R$ 20 milhões em vantagens indevidas que incluem pagamento de propina

Réus

Além de Melo e Edilene, também são réus na ação o irmão do ex-governador, Evandro Melo, ex-secretário de Administração e Gestão; o ex-chefe da Casa Civil, Raul Zaidan; o ex-secretário de Fazenda, Afonso Lobo, os ex-secretários de Saúde, Pedro Elias e Wilson Alecrim; o ex-secretário-executivo de Saúde, José Duarte, e duas ex-servidoras da Susam: Ana Cláudia Gomes e Keytiane Evangelista, que foi secretária adjunta executiva do Fundo Estadual de Saúde (FES).

Eles respondem aos crimes de formação de organização criminosa, corrupção e embaraçamento de investigação criminal, cujas penas variam de três a oito anos de prisão. José Melo, Edilene e Pedro Elias deixaram a prisão na tarde dessa sexta-feira (27) após o pagamento de fiança.

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