Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
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Médica denuncia falta de estrutura em Maternidade Ana Braga, na Zona Leste de Manaus

Uma médica obstetra denunciou a falta de estrutura na Maternidade Ana Braga e disse que no último sábado (7) a equipe da instituição precisou escolher uma paciente, entre três que estavam em trabalho de parto prematuro, para fazer a cirurgia



1.jpg O portal A CRÍTICA confirmou que a publicação não se tratava de uma denúncia falsa e que médica faz parte da equipe de plantão da maternidade
11/02/2015 às 16:01

Depois da reportagem publicada pelo portal A CRÍTICA na última segunda-feira (9), denunciando a falta de leitos para pacientes em trabalho de parte na Maternidade Ana Braga, na Zona Leste, uma médica obstetra denunciou a falta de estrutura e disse que no último sábado (7), a equipe da instituição precisou escolher uma paciente, entre três que estavam em trabalho de parto prematuro, para fazer a cirurgia. Isto porque segundo a médica, a maternidade só tinha respirador para um recém-nascido. 

O portal A CRÍTICA confirmou que a publicação não se tratava de uma denúncia falsa e que a ginecologista obstetra faz parte da equipe de plantão da maternidade Ana Braga. A identidade da profissional será preservada para evitar represálias. Indignada com a falta de estrutura para trabalhar, a médica lamentou o ocorrido.



“Não adianta o médico ser especialista ou formado até em Harvard, pois o problema está no governo”, disse ela, completando que trabalhou no último sábado exaustivamente na maternidade. “Deixei paciente internada em trabalho de parto, sentada nas cadeiras, outras pelo corredor e em macas por falta de leitos. Tivemos nós, médicos, que decidir quem iria ser operada das três pacientes que estavam ainda com sete meses e o bebê em sofrimento, pois após a cirurgia só um iria sobreviver”, relatou. 

Na reportagem da última segunda-feira, gestantes relataram que passaram horas aguardando por leitos nos corredores sem a presença de acompanhantes. Muitas tinham acabado de ter filhos e estavam ainda anestesiadas, como foi o caso da universitária Débora Macedo. A cunhada dela, Marciane Macedo, resumiu o parto traumático.

“Ela disse que aplicaram a anestesia duas vezes, mas ainda assim não funcionou e precisaram dopá-la para fazer a cirurgia cesariana. Depois, as enfermeiras colocaram a bebê em cima dela e ela não estava bem para carregar a bebê, tinha acabado de fazer a cirurgia, mas ficou com a Isabela no colo, em uma maca no corredor por 12h”, contou Marciane.

Posicionamento

A Secretária de Estado de Saúde (Susam) informou que entre as 7h de domingo e 7h de segunda-feira, a Maternidade Ana Braga realizou 78 atendimentos, sendo 30 internações. Neste período, foram ainda realizados 30 partos (entre normais e cesarianas). Das 30 internações, segundo a secretaria, sete eram casos de prematuridade, que resultaram em 4 partos cirúrgicos e dois partos normais. 

“Nenhum dos bebês prematuros necessitou ser colocado em respirador e nenhum deixou de receber os atendimentos necessários e adequados. Todos permanecem internados. Não há grávidas esperando em cadeiras nos corredores para realização de partos. A direção da maternidade ressalta que a unidade dispõe de 50 respiradores”, respondeu por nota. 


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