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Médicos contestam boicote a laboratórios e dizem que foram mal interpretados

Profissionais da saúde explicaram a versão da categoria sobre a matéria publicada na edição de segunda-feira (17) do jornal A CRÍTICA que mostra que um grupo de médicos está pregando boicote aos laboratórios que fizeram doação à campanha da presidente reeleita, Dilma Rousseff (PT) 18/11/2014 às 19:24
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Presidente do CRM-AM, José Bernardes Sobrinho, e presidente do Simeam, Mário Viana
Luciano Falbo Manaus (AM)

Em entrevista coletiva no final da tarde desta terça-feira (18), representantes do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) e do Conselho Regional de Medicina (CRM-AM) afirmaram que o movimento dos profissionais da categoria nas redes sociais foi mal interpretado. De acordo com o presidente do Simeam, Mário Viana, os médicos não vão por a saúde dos pacientes em risco e que a mobilização é para popularizar o uso dos medicamentos genéricos.

Reportagem de A CRÍTICA, na edição de segunda-feira, mostrou que, no Facebook, um grupo de médicos está pregando boicote aos laboratórios que fizeram doação à campanha da presidente reeleita, Dilma Rousseff (PT). O boicote foi batizado de ‘Operação ABCDE’ – a sigla junta as iniciais das empresas farmacêuticas e do primeiro nome da presidente (Ache, Biolab, Cristália, Dilma e Eurofarma).



“Em hipótese alguma, os médicos têm a pretensão de deixar de prescrever um medicamento e de desassistir um paciente. A ideia dos médicos é prescrever medicamentos genéricos”, sustentou, Mário Viana. “O genérico veio para melhorar o acesso da população à medicação”, completou.

Viana disse que os médicos, legalmente, têm liberdade para escolher que medicamento vai prescrever. E que, se algum remédio necessário a uma situação específica só for fabricado por um dos laboratórios doadores da campanha petista, os profissionais  “jamais” se negarão a receitar.
 
Segundo o presidente do sindicato, nenhum profissional deve estar atrelado a laboratórios. Já o presidente do CRM-AM, José Bernardes Sobrinho, afirmou que os médicos possuem formação humanística e que têm compromisso com a vida.    
   
Mário Viana defendeu que os médicos têm liberdade de expressão. A médica Patrícia Sicchar afirmou que a organização  dos profissionais na Internet é para dar visibilidade ao descaso da saúde pública brasileira. Os profissionais também fizeram críticas à política de saúde pública do Governo Federal. Segundo o presidente do CREMAM, “o governo não quer investir na saúde”. Já Mário Viana afirmou que risco à saúde da população é trazer profissionais sem qualificação comprovada ao País, referindo-se ao programa Mais Médicos.


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