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Médicos realizam ação social com doação de sangue e discutem ampliação da greve

A paralização da categoria que completará um mês no próximo dia 18 de novembro conta com 50% de adesão de médicos que atuam no setor ambulatorial 06/11/2013 às 20:22
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Médicos do Amazonas realizam manifestação no Centro de Manaus após decisão judicial que impediu greve
Jaíze Alencar Manaus (AM)

O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) discutirá estratégias de greve da categoria que foi protocolizada junto à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) em reunião que ocorre após a realização de uma ação social de doação de sangue nesta quinta-feira (7), na Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).

De acordo com o Simeam, a ação surgiu pela mobilização do comando de greve municipal como forma de demonstrar a indignação da categoria com o descaso dos governantes com a saúde pública. Na oportunidade, de 8h às 10h, no bloco C do Hemoam, os médicos realizarão doação de sangue em prol da sociedade.

Ao final haverá uma Assembleia Geral Extraordinária de continuidade no auditório do próprio Hemoam, onde serão avaliadas as atividades do movimento desde o início, no dia 18 de outubro, e definir novas estratégias de greve médica no município, para a adesão de mais profissionais.

Atualmente o movimento grevista conta com 50% do efetivo em greve, de acordo com o presidente do sindicato Mário Viana. No evento desta quinta-feira, a estimativa é que a adesão seja ampliada.

O presidente destaca, ainda, a legitimidade da greve. “A greve é legal, não recebemos nenhuma notificação do Tribunal de Justiça do Estado em relação a esta greve que é ambulatorial na esfera municipal e muito menos temos conhecimento de qualquer multa a pagar” afirmou, em relação aos comentários sobre o fim da paralização.

Viana reforça que a categoria deverá permanecer em greve até que haja uma negociação com a Prefeitura. “Estamos em greve e não vamos retroceder se não houver negociação com a gestão municipal. A categoria médica merece respeito e a saúde da população precisa ser levada a sério” declarou.

O Sindicato estima a paralisação total dos médicos no atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Estratégia Saúde da Família (ESF) e Policlínicas para que o movimento ganhe mais força e informa que já está em posse do documento protocolado na Semsa com a jurisprudência do STJ impedindo de dar faltas aos médicos que aderirem ao movimento. O Ministério Público do Estado do Amazonas e do Trabalho e Tribunal de Justiça, deverão receber até esta quinta o documento protocolado.

Até a publicação desta matéria, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) não se manifestou sobre o assunto.

Principais reivindicações da categoria

- Pagamento das verbas trabalhistas indenizatórias desde 2002, referente ao RDAs;

- Revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) aprovado em 2008 e regulamentação dos médicos concursados para 20h que exercem atividade de 40h;

- Pagamento retroativo da insalubridade desde 2008 e revisão dos graus de insalubridade pagos atualmente;

- Participação do município na Comissão de Implementação do Piso Nacional, instalada pela Secretaria de Estado da Saúde (Susam) e Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam);

- Melhores condições de trabalho e segurança nas unidades de saúde;

- Auxílio moradia e alimentação para os médicos, semelhante ao aprovado para os profissionais do programa Mais Médicos.




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