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Cotidiano
MICROEMPREENDEDOR

Categoria de Microempreendedor Individual é um negócio de sucesso

A categoria de Microempreendedor Individual (MEI) foi criada em julho de 2009 e vem crescendo no Amazonas com 92.375 empresas, segundo o Portal do Empreendedor 06/02/2017 às 05:00
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Rozilda e Raquel Assayag possuem uma loja de confecções que teve início de maneira informal. Foto: Antônio Lima
Geizyara Brandão Manaus

A administradora Raquel Assayag acredita que nasceu com o dom de empreender e sempre pensou em ser dona do próprio negócio. “Minha família até diz que sou capaz de vender casa pegando fogo (risos)”, afirma.

A mãe de Raquel, dona Rozilda Assayag sempre trabalhou com costura e em 2010 abriu um empreendimento informal, mas apenas em 2011 Raquel se juntou à mãe e se formalizou como MEI por meio do Portal do Empreendedor para dar continuidade ao negócio familiar. O diferencial oferecido pela empresa era o serviço de ajuste de peças sem custo algum para o cliente, além do atendimento em casa e com crediário próprio. Surgia, então, a loja “Nena Boutique” com confecções do tamanho 34 ao 54.

A loja deu tão certo que a empresária precisou mudar de categoria passando de MEI para Microempresa (ME) há um ano. E dá dicas: “Não desista, persista e em qualquer ramo de atividade tente fidelizar o seu cliente com algum atrativo, algum benefício ou até mesmo campanhas de descontos para que o cliente se sinta envolvido e atraído para o seu negócio, trate seu cliente como um parceiro, e verá seu empreendimento decolar”, enfatiza.

O Amazonas possui 92.375 empresas que optaram pelo Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos (Simei), de acordo com os dados do Portal do Empreendedor. A gerente da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae, Débora Sales, relata que o cenário para abertura de novas empresas de Microempreendedor Individual (MEI) se modificou. “Antes as pessoas abriam as empresas por um desejo, para realizar um sonho, para realizar uma vontade. Hoje, é por necessidade. A crise acabou levando as pessoas para abertura de empresas”, afirma.

Caso queira, o futuro MEI pode realizar a própria inscrição no Portal do Empreendedor. Segundo a gerente, no Sebrae são solicitados alguns documentos como: CPF; RG; Título de Eleitor; número do recibo do Imposto de Renda, caso tenha declarado; cópia do IPTU; comprovante de endereço e caso não tenha o estabelecimento fixo, ele apresenta o próprio endereço e dependendo da atividade, o Sebrae não exige o IPTU. “Como nós somos fiscalizados pelos órgãos de controle, nós precisamos ter toda essa documentação para poder fazer o registro da empresa”, conta.

Saiba Mais

A categoria de MEI  foi criada em julho de 2009 como resultado da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. O valor do faturamento é em média R$ 5 mil por mês e no máximo R$ 60 mil por ano. Segundo o Sebrae, em 2012, 69% dos motivos para buscar a formalização são os benefícios do registro e 31% por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Na capital amazonense existem 60.114 microempresários (MEI).

Reabertura de empresa

 

Enquanto muitos estão pensando ou abrindo empresas nos últimos anos, principalmente incentivados pela crise econômica, outros tantos acabam fechando o negócio. Como exemplo disso,  Fernanda Almeida fechou o salão de beleza depois de um mês. Após oito anos em funcionamento, Almeida decidiu formalizar o empreendimento de serviços que possuía, procurou o Sebrae completar a formalização do salão.

Os dados do Sebrae Nacional de 2012 indicam que 77% das mulheres se formalizam como cabeleireiras. Com o movimento fraco no estabelecimento, as parcelas de impostos ficariam atrasadas. Para não continuar em dívida, decidiu fechar o salão de beleza. “Quando as coisas melhorarem, vou voltar ao normal. Eu estou até saindo do ramo, não estou trabalhando mais em nada”, contou a cabeleireira Fernanda Almeida.

De acordo com o Portal do Empreendedor, o MEI que deu baixa no CNPJ não pode reabrir a mesma empresa. O procedimento necessário para a retomada é que o microempreendedor abra outra empresa, com outro CNPJ.

Blog

João Carlos Padilha, diretor financeiro do Centro Universitário Celso Lisboa, comenta sobre a abertura de empresas

"O primeiro passo (para abrir o próprio negócio) é a pessoa fazer uma autocrítica para ver se realmente tem o perfil e competências (comportamentais e técnicas – ex. ter um conhecimento ao menos básico sobre finanças) para empreender. [...] Resiliência é outra competência fundamental. O sucesso requer dedicação e, na grande maioria das vezes, tempo! Superada a avaliação do perfil e das competências, é hora de fazer a escolha do negócio que pretende tocar e das condições necessárias para inicia-lo. [...] Por fim, uma questão muitas vezes negligenciada, porém de extrema relevância, é o nível de envolvimento e prazer que a pessoa terá ao empreender: a nova atividade, o que inclui o ramo de negócio escolhido, não pode ser um fardo, não pode se resumir a uma relação de trabalho x capital. Ser feliz e ter a oportunidade de realizar-se fará toda diferença"

Pontos

 Vantagens
Tornar-se uma pessoa jurídica, portadora de um CNPJ, podendo abrir conta empresarial;

 Previdência
Direitos como aposentadoria, auxílio-doença, licença maternidade e outros são assegurados;

 Licitação
Poderá emitir nota fiscal e concorrer para serviços em órgãos públicos;

 Impostos
O MEI tem um valor diferenciado; A taxa por mês é de R$ 52,85.

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