Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
publicidade
MEIRELLES03333.jpg
publicidade
publicidade

ECONOMIA

Meirelles prevê crescimento de 2,7% no último trimestre deste ano

A estimativa foi apresentada durante palestra no Financial Times Forum, realizado na capital paulista


04/04/2017 às 20:43

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (4) que a economia do país deve crescer 2,7% no último trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2016. A estimativa foi apresentada durante palestra no Financial Times Forum, realizado na capital paulista.

Em conversa com jornalistas após o evento, Meirelles disse que “o importante é que o Brasil volte a crescer, gerar emprego, gerar renda, com menos inflação". 

“Acreditamos que no final deste ano o Brasil vai estar crescendo a uma taxa forte comparada com o final do ano passado, de 2,7%, e estar crescendo a um ritmo de mais de 3% entrando em 2018”, disse o ministro. 

Segundo Meirelles, o país já está em trajetória de recuperação, mas precisa da implementação de reformas para garantir a melhora. O ministro disse estar confiante na aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso Nacional. Segundo ele, a mudança nas aposentadorias não é uma questão de opinião, mas de necessidade. “É o que eu digo: por mim, se fosse depender da minha opinião, todos os brasileiros poderiam se aposentar com 50 anos de idade e tudo bem. Só trabalhava mais quem ia preferir. Só que alguém tem que pagar e esse alguém é o povo brasileiro.”

Para o ministro, mais importante do que a idade com que o trabalhador vai se aposentar é “que todos tenham segurança que vão receber a aposentadoria”. Com a reforma, segundo ele, “todos poderão ter a tranquilidade de que vão se aposentar, vão receber a sua aposentadoria na época adequada e de mareira justa”.

publicidade

Durante sua palestra, Meirelles foi questionado sobre a resistência à proposta de reforma da Previdência, que tem motivado grandes mobilizações pelo país. Na avaliação do ministro, parte da resistência se deve a conclusões equivocadas sobre a reforma, como a de que os trabalhadores pobres serão prejudicados, o que, segundo ele, não ocorrerá.

Meirelles também argumentou que há um cálculo “falacioso” em relação às contas da Previdência. Segundo o ministro, somando todas as despesas e todas as receitas, em 2016, o déficit foi de R$ 150 bilhões, o que ele considera insustentável.

Perguntado sobre a margem de negociação do projeto com o Congresso Nacional, o ministro disse que algumas questões fundamentais precisam ser preservadas no texto, como a idade mínima e o estabelecimento de um limite para a questão de acumulação – quando morre o esposo ou a esposa e o sobrevivente tem já uma aposentadoria, por exemplo. “Tem que se estabelecer limites para tudo isso de maneira que seja sustentável. Mas os pontos fundamentais deverão ser preservados.”

Sobre a aposentadoria dos militares, que ficaram de fora da proposta do governo, Meirelles disse que o assunto será tratado após a aprovação da reforma em discussão atualmente.

 

publicidade
publicidade
Bolsonaro e Paulo Guedes se contradizem ao falar sobre Zona Franca de Manaus
Jerônimo Antunes renuncia do cargo no Conselho da Petrobras
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade

publicidade
publicidade

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.