Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
BALANÇO

Melo diz que superou ano ‘mais difícil’ com o que aprendeu com Amazonino, Omar e Braga

Governador afirmou que o Amazonas foi o mais atingido pela crise econômica e que preferiu “emagrecer politicamente” para tomar medidas necessárias



HUM-AM0441.JPG Melo fez balanço de 2016 durante lançamento do calendário de matrículas da rede estadual de ensino (Foto: Antônio Menezes)
16/12/2016 às 11:37

O governador José Melo (Pros) disse, na manhã desta sexta-feira (16), durante o anúncio do calendário de matrículas da rede estadual de ensino para o ano que vem, que 2016 foi o “mais difícil” de sua vida e sustentou que conseguiu superar a crise econômica e o entraves em seu processo de cassação com o que aprendeu com os ex-governadores Amazonino Mendes (PDT) e Omar Aziz (PSD) e com “as coisas boas” que aprendeu com Eduardo Braga (PMDB), atual senador.

“O ano mais difícil da minha vida foi esse. Mais foi o mais gratificante também. Porque eu vi que é possível superar. O Brasil mergulhado em dificuldades de toda ordem. De ordem moral, da estrutura da economia, financeira, de credibilidade nas autoridades e também no modelo econômico do País. Isto fez com que o País caminhasse para o fundo do poço”, sustentou.

De acordo com Melo, o Amazonas foi o Estado mais atingido pela crise econômica. “O Distrito Industrial caiu mais que o dobro da média nacional. Amazonas foi o Estado mais atingido pela crise. O comércio caiu mais que o dobro da média nacional. Vamos fechar o ano perdendo R$ 1,3 bilhão. Nós resolvemos enfrentar”, declarou.

“Eu me auto-impus o dever de tomar decisões amargas, sabendo que o preço que eu ia pagar era o preço da minha popularidade política. O governador tem duas saídas: ou opta pela política, e faz política de qualquer jeito, ou faz um governo de austeridade”, afirmou Melo, arrancando aplausos da platéia presente no evento, a maioria de educadores da Seduc.

O governador ainda disse que preferiu “emagrecer politicamente” e formatou, segundo ele, “um governo diferente”. Hoje não tenho o desprazer de sair na rua, como alguns colegas, porque não pagaram o 13º salário”, acrescentou, ainda ao comentar os efeitos da crise.  

CASSAÇÃO

Durante o evento, José Melo também mencionou o processo de cassação que enfrenta – agora no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – e disse a ação judicial é uma “mentira horrorosa”. “Tivemos também que usar de todos os argumentos jurídicos e não jurídicos para desmistificar uma mentira horrorosa que foi feito em torno de um processo judicial de cassação”, comentou.

“Imagine que cassaram o governador do Amazonas em que a única testemunha do processo disse que não viu comprar de votos, mas viu uma reunião estranha. O governador foi cassado por uma reunião estranha”, argumentou. “Tive que me desdobrar para poder, nos tribunais superiores, demonstrar as irregularidades dos processos, as nulidades dos processos, e as coisas que estão extra-processos, porque o juiz admitiu que uma matéria que saiu em uma determinada emissora viesse para os autos. Em nenhum ordenamento jurídico do mundo todo se admite essas coisas. Se fosse assim, tira promotor, tira advogado, e ficaria a imprensa e o juiz”.

“Tivemos que lutar para manter o mandato que vocês me deram. Eu me recuso a aceitar que 864 mil amazonas eleitores tenham ido às urnas comprados. Foi um ano que eu tive que administrar tudo isso. Mas também foi o mais gratificante, porque eu pude constatar tudo aquilo que aprendi com o Amazonino (Mendes), com o Omar (Aziz), as coisas boas que aprendi com o Eduardo (Braga)... Eu cheguei à conclusão que tudo isso foi o que me deu as condições para tomar as decisões certas embora eu soubesse que iria ser condenado”.

‘ME LASQUEI’

O governador do Amazonas também disse estar com ojeriza à “palavra” reordenamento. “Me lasquei por causa dessa história de reordenamento”, afirmou, em referência às mudanças anunciadas na Saúde do Estado, este ano, que recebeu uma enxurrada de críticas, o que fez o governo voltar atrás. Melo sustentou que recebeu sugestão para fazer um “reordenamento” no setor de Educação. “Me arrepiei todinho”, brincou.

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