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Melo lança pacto que integrará Governo e municípios pelo aumento de índices na educação

Meta é que índices do Ideb saltem de 3,8 para 4,4 nos anos iniciais e 3,5 para 4,2 nos anos finais do pacto. Lançamento ocorreu nesta segunda-feira (21) e, na ocasião, 28 mil tablets foram entregues a professores 21/09/2015 às 12:35
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Melo assinou o “Pacto pela Educação do Amazonas” junto com os 62 prefeitos dos municipios do Estado
Luana Carvalho Manaus (AM)

O governador Jose Melo (Pros) assinou, junto aos 62 prefeitos dos municípios do Estado, o “Pacto pela Educação do Amazonas”, na manhã desta segunda-feira (21) no Centro de Convenções Vasco Vasques, na Zona Centro-Sul de Manaus. O programa integrará o Governo e os municípios com o objetivo de aumentar os índices educacionais da região. 

Melo ressaltou o objetivo de incentivar os professores e alavancar os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “Acho que ao longo de toda a história do Brasil nós cometemos um erro muito grande que foi deixar de fortalecer a célula mais importante que é o município, por via de consequência amargamos uma educação que vem com erro desde a base”. 

Ele informou que o pacto tem como objetivo corrigir os déficits educacionais e os altos índices de reprovação no Estado. “Aqui no Amazonas nós estamos querendo corrigir os erros. Dando aquilo que nós temos de bagagem moderna para ajudar a educação. Queremos proporcionar isso aos municípios para que lá na base consigamos corrigir a distorção para quando o aluno chegar na rede estadual ele já venha com um determinado nível capaz de dar procedimento”. 

Ao todo, 2,5 mil professores da rede estadual e municipal participaram da solenidade. Na ocasião, o governador fez a entrega simbólica de 28 mil tablets para professores das redes municipais do interior. Para o secretário estadual de educação, Rossieli Soares, os recursos  aproximarão os professores às novas tecnologias.

“É importante dizer que o tablet é uma ferramenta nova para muitos professores, mas o aluno vai ter condições de ajudar o professor, assim como foi nossa experiência com a entrega de notebooks para professores. Também estamos começando a entregar conteúdos. Ou seja, são chips que funcionam com conteúdo ‘offline’ para que o professor possa utilizar de forma estruturada para fazer aula”, disse, referindo-se aos muitos municípios que ainda não tem acesso à internet no Estado. 

A meta é que em três anos os índices do  Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) saltem de 3,8 para 4,4 nos anos iniciais e 3,5 para 4,2 nos anos finais.

Manifestação

O evento também foi marcado por um protesto que concentrou, no máximo, dez servidores públicos que, com cartazes e nariz de palhaços, pediam mais respeito e reajuste salarial para professores do Estado.

“O governo não deu nosso reajuste, nos deu um prazo até agosto, passou agosto e nada. Não saiu nenhuma parcela. Diferente da secretária municipal de educação. Proporcionalmente, o Estado tem mais recursos que o município e nós não recebemos o reajuste. Achamos que a crise é um subterfúgio para encobrir as coisas erradas que aconteceram no passado”, disse o professor Jevaldo da Silva. 

No meio da cerimônia, a professora Raimunda das Graças, do Centro Municipal de Educação Infantil Dom Bosco, protestou porque os professores da educação infantil não receberão tablets. “Nós fazemos parte da base da educação. Também precisamos de recursos tecnológicos para criar nossas aulas lúdicas. É um desrespeito não pensarem nos profissionais que alfabetizam as crianças”, reclamou.

Sobre o pedido de Raimunda, o governador José Melo justificou que o processo acontece de forma hierarquizada. “No Brasil, tanto a educação como a saúde é hierarquizada. O ensino infantil é uma prerrogativa dos municípios. O Estado não tem como interferir nessa área da educação. No entanto, eu do mesmo jeito que estou fazendo com o ensino fundamental, não me furto do dever de ajudar os municípios para que eles também possam cuidar dessa base do ensino”. 

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